loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Pol�tica: arte da promo��o do bem comum

Ouvir
Compartilhar

Como todos nós sabemos, 2010 é ano eleitoral. Mais uma vez celebraremos esse momento forte da democracia. E nós, brasileiros, temos muito que comemorar. Desde a redemocratização, consolida-se no Brasil a alternância pacífica do poder e o debate político sadio. Algumas coisas, no entanto, ainda precisam ser fortalecidas, como o papel dos partidos políticos; e outras banidas, como o fantasma do populismo. Uma nação, Estado ou município não precisa de um pai, mas de um administrador com um projeto político. Mas estamos no caminho certo. Uma democracia leva séculos para alcançar a maioridade. Quando falamos em eleições, evidentemente, estamos discorrendo sobre política. Palavra desgastada, muitas vezes sinônimo de corrupção ou fraude, precisamos, principalmente nesse tempo de processo eleitoral, ter presente o seu significado profundo. A política é a arte que procura o bem comum e pelos meios moralmente lícitos. A política, portanto, tem um objetivo moral. Objetivo alcançado através da busca de consensos no seio da sociedade e do serviço à vida. Se a política é a promoção do bem comum, é um exercício de todos. Estamos todos envolvidos no debate político. Se nos esquivamos, omitimo-nos desse dever moral. A igreja não tem partidos políticos e nem candidatos próprios. Porém, conclama seus filhos ? candidatos e eleitores ? e todas as pessoas de boa vontade ao exercício consciente da democracia. Não se brinca com a coisa pública. À medida que somos ferrenhos críticos dos maus políticos espoliadores da máquina do Estado, devemos nos tornar críticos de nós mesmos e daquilo que temos feito com essa conquista que é o voto universal. O grande papa João Paulo 2º definia a política como o bem de todos os homens e do homem todo, razão pela qual existe a comunidade política (Christifidelis Laici, n. 42). Somente o bem comum deve justificar as ações políticas, seja dos candidatos ao pleito, seja dos eleitores. Por isso o voto não se negocia, não se comercializa a consciência. O ditado ?política, assim como religião e futebol, não se discute? simboliza muito bem o cidadão descomprometido e alienado da vida pública de seu país, estado ou município. Nesse ano eleitoral, mas não somente nele, exercitemos o nosso papel político através do debate. Conversemos sobre política. Ouçamos aquilo que os candidatos têm a nos dizer. E quando eles não falarem, procuremos saber o que pensam sobre determinados temas, muitas vezes fundamentais ao bem-estar social. O Brasil tem dado grandes passos rumo à maturidade democrática. Poderá caminhar mais, se votarmos com consciência, buscando unicamente o bem de todos. (*) É psicólogo e seminarista ([email protected]).

Relacionadas