Opinião
Uma mancha global
O mais grave e comentado acidente ecológico no Hemisfério Norte foi, segundo a empresa responsável, contido. Melhor assim, pois o mundo não tem como abrir mão do velho e poluente óleo de pedra. Enfim, a empresa responsável pelo mais grave acidente ecológico nas costas dos Estados Unidos comunicou, na segunda-feira, a interrupção do vazamento de petróleo no poço de Macondo. Causou alívio tal informe. E o mundo torce para que o conserto realizado seja perene, sem maiores riscos de a ferida reabrir. Apesar dos tímidos protestos das badaladas entidades do mundo fashion/ecológico, o acidente ocorrido no Golfo do México é de enorme gravidade e seus danos ameaçam serem extensos, seja na área alcançada, seja no tempo no qual o meio ambiente sofrerá os efeitos de tão descomunal derramamento de petróleo bruto. Em verdade pouco se sabe sobre o terrível acontecimento. Ao contrário de eventos ocorridos noutros países, a discrição e a reserva tomaram conta das ONGs ambientais internacionais e um silêncio nada verde ensombreou (e segue a ensombrear) o acidente no poço de Macondo. A mídia buscou dar conta do acontecido, informando em cima do lance e acompanhando passo a passo as tentativas (todas frustradas até o anúncio de ontem) de tampar o ?bico aberto? no fundo do mar do Golfo do México. As reportagens pouco ou nenhum eco tiveram nas poderosas entidades ambientais globalizadas. Mas, enfim, por conta própria e sob pressão praticamente isolada do governo Obama, a polêmica BP (British Petroleum) afirmou ter corrigido o problema, declarando que até agora, desembolsou cerca de US$ 6,1 bilhões em ?esforços para conter o vazamento?. Melhor assim. Que o drama seja resolvido, pois ? queiram ou não os verdes da moda ? o petróleo continuará a ser buscado com sofreguidão em todo o mundo.