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Opinião

O mundo num clic

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O acesso à internet está cada vez mais democrático. O clic que há pouco era artigo de luxo, está cada vez mais presente nos lares. Com ele não há distância que impeça a comunicação, contas são pagas, negócios são fechados, pesquisa e informação estão nas mãos. Na mesma velocidade e praticidade que trazem benefícios, trazem prejuízos e problemas movidos pela má-fé de muitos. Fato foi a ação de hackers apontados como responsáveis por um apagão que atingiu 15 Estados brasileiros no ano passado, trazendo muita dor de cabeça. O clic põe o mundo na ponta dos dedos de cada vez mais pessoas, como ferramenta de trabalho ou entretenimento precisa ser usada com moderação e cuidado. Pessoas já tiveram suas contas varridas, privacidade roubada, honra e moral destruídas. As redes de relacionamentos expõem a vida sem limites, problemas de pedofilia na rede têm sido flagrados ultimamente, uma prática crescente, absurda e lucrativa. Sites de vídeos viraram febre para todo tipo de divulgação, algumas preocupantes como a registrada na madrugada do último dia 26, onde dois adolescentes gaúchos, ele com 16 e ela com 14 anos, convocaram internautas acordados naquele momento para uma apresentação sexual ao vivo. A mãe da jovem, no dia seguinte, mostrou-se surpresa e apavorada com a atitude da filha e relatou que não foi por falta de orientação e limites. Limites, como estabelecê-los? Os jovens estão cada vez mais isolados, informados e precoces, com todo tipo de informação que conseguem ali, sozinhos na frente do computador. E se há poucos anos a crítica era para a televisão que calava toda a família reunida em frente à tela, hoje é o computador com programação prevista para muitas 24 horas. Se o clic ganha o mundo em milésimos de segundos, precisamos antes de tudo preparar dedos, olhos e mentes, que com ele viajam e que estão bem próximos a nós. Pode demorar um pouco, mas sem educação, senso de responsabilidade e ética um clic pode ser fatal. O clic que leva a uma verdadeira viagem virtual; não devemos nos esquecer do fato de que somos de carne e osso, precisamos de identidade e objetivos claros. Alguém vai dizer: ?eu posso fazer tudo o que quero?. Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: ?posso fazer qualquer coisa. Mas não vou deixar que nada me escravize? (1ª Coríntios 6.12). Os limites do mundo virtual e do clic poderiam bem representar estas palavras: ?eu vim para que tenham vida e vida em abundância? (João 10.10), mas esta é a verdade, bem real e viva de Jesus antes do clic final. Depois de salientar o cuidado daquele que vem de mansinho, rouba, mata e destrói. Não falava da internet, mas aponta para um fato: vivemos por um clic. (*) É teólogo e pastor.

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