Opinião
Redu��o saud�vel
Uma boa notícia, apesar de não ser positivo o histórico do tema. De toda forma, é digno de comemoração o baque de 49% no desmatamento da Amazônia. Mais correto seria escrever ?desmatamento contra a Amazônia?, e/ou contra a humanidade, mas em verdade, a realidade é bem mais complexa e polêmica do que quer fazer supor a fraseologia esverdeante. O nó da questão é a impossibilidade daquela região ser apartada do processo de crescimento econômico global, mesmo que todos os governos e estados nacionais da área amazônica venham a pensar da mesma forma e queiram adotar um mesmo programa para toda a região. Porém, como o maior perímetro da região amazônica pertence ao Brasil cabe ao governo e ao povo uma posição de extraordinário destaque neste cenário. Dados do Ministério do Meio Ambiente identificam uma área desmatada de 1,8 mil quilômetros quadrados (2009/2010) contra 3,6 mil quilômetros quadrados contabilizados no período 2008/2009. O preocupante é que a área desflorestada é equivalente aos perímetros de São Paulo e Belo Horizonte. Isolar 100% da Amazônia de qualquer desmatamento é mais que uma ilusão, é uma verdadeira enganação. Isto assim posto nada mais é que uma bandeira falsa destinada a ocultar e/ou desviar a atenção do público dos verdadeiros interesses (naturais, porém nada ecológicos) que tremulam sobre a região amazônica. Apesar do resultado positivo, frenando o desmatamento mais radical, enquanto o Brasil continuar padecendo de um consubstanciado e transparente projeto estratégico destinado a ajustar as necessidades de desenvolvimento e conservação ambiental da (nossa fatia da) Amazônia, estaremos fadados a flutuar nas ondas e marolas espontâneas do estúpido e anárquico combate entre a economia e o meio ambiente, confronto onde todos findam perdendo.