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Verbas no buraco

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Não existe impunidade quando a Natureza é agredida. O problema é que, mais das vezes, são os inocentes que pagam a conta. Um dos exemplos desta questão pode ser testemunhada em construções sobre áreas inseguras para a ocupação residencial. Loteamentos avançam em áreas inadequadas, muitos em total irregularidade, e depois de vendidos e ocupados os lotes, a Natureza cobra sua conta, e não aceita desculpas. Este é o caso de uma cratera surgida ?da noite para o dia? num conjunto residencial chamado Morada dos Palmares, localizado no Tabuleiro do Martins, em plena capital alagoana. Há três meses, informam os moradores, um buraco cresce implacavelmente numa das ruas do conjunto. Três casas já foram interditadas sob a ameaça de serem tragadas pela cratera e um carro por pouco não foi engolido com o motorista ao volante (hábil, conseguiu manobrar o veículo e escapulir a tempo). Cobrada para resolver o problema, a prefeitura toma suas providências debaixo dos apupos dos vizinhos da cratera em tela. E, com mais ou menos eficiência, ao fim e ao cabo o buraco terá sugado verbas públicas por conta da irresponsabilidade privada que busca ganhar dinheiro comercializando áreas impróprias para edificações. Felizmente esse problema está sendo remediado antes da ocorrência de desastres mais trágicos. Menos ruim. Mas o melhor é o respeito à Natureza e a observância rigorosa às normas que regem a ocupação do solo. Existem áreas absolutamente inapropriadas para edificações e isto precisa ser considerado sob pena de consequências trágicas, pois o Meio Ambiente não pode ser ?enrolado? pela esperteza de alguns. Já sofremos desastres demais por conta desse tipo de irresponsabilidade. Antes de remediar, o poder público precisa prevenir - impedindo essas irregularidades e punindo os responsáveis.

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