Opinião
Tr�nsito & seguran�a
Com razões de sobra, promete ser polêmico o debate sobre a legalização dos serviço de mototáxi em Maceió. Melhor será se a discussão for ampliada para as questões gerais da segurança no trânsito e que dessa troca de idéias novos procedimentos venham a ser efetivamente adotados em nossa Capital. Certa está a prefeitura, através de seus órgãos técnicos, em ser firme na aplicação das leis e normas técnicas vigentes. Certos também estão os trabalhadores que procuram legalizar sua forma de sustento. Errado é jogar na lata do lixo procedimentos de segurança. Os riscos do trânsito urbano multiplicam-se a cada dia, acompanhando o irresistível aumento de veículos nas ruas. Um dos segmentos mais arriscados, o motociclismo não está solitário na lista dos que se movimentam mais perigosamente. Os ciclistas talvez corram perigos ainda maiores. E a este ranking devem ser acrescidos os pedestres e os que ainda mourejam na tração animal. Pedestres dispõem de poucos passeios públicos e as calçadas viraram pistas de obstáculos. As faixas para os passantes são perímetros de grande risco. As carroças (apesar dos esforços públicos para seu enquadramento contemporâneo) seguem trotando como se continuassem competindo com carruagens. E os ciclistas teimam em viver mais perigosamente que todos, criando suas próprias normas (como trafegar na contramão), conduzindo mais de duas pessoas, especialmente crianças, em bicicletas desprovidas de sinalização e itens mínimos para a segurança de seus usuários. A tudo isso, soma-se o advento do mototaxista, além do motoboy, da motocarga. Haja perigo! Os mototaxistas têm todo direito de defender ajustes na legislação que beneficiem seu labor. E o poder público tem o dever de garantir a aplicação da Lei e das nornas de segurança. Não vale flexibilidade em prol do perigo.