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Opinião

Cacha�a alagoana

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Em nossa edição de domingo, 22 de agosto, publicamos reportagem sobre o esforço de pesquisadores da Ufal no sentido de qualificar a aguardente fabricada no Estado para a disputa de espaços no mercado internacional. Uma boa notícia, pois há muitos anos a tradição alagoana no fabrico de cachaças de qualidade estava esquecida e nem nos museus referências históricas poderiam ser degustadas (culturalmente falando, lógico) pela ausência de registros e estudos sobre o tema. Existe quem duvide do talento alagoano neste mister. E o fato é que a história dos nossos alambiques está relegada ao esquecimento. E a bem da verdade, não é de importância significativa a polêmica sobre esse assunto (a não ser para pesquisadores apaixonados), pois o mais importante é ter-se consciência da existência de fatores determinantes para a valorização do esforço empresarial e acadêmico em se buscar um novo local, de destaque, num dos mais valorizados nichos do mercado global de bebidas. A primeira constatação é que, independente da memória histórica alagoana sobre os embriagantes produtos de seus alambiques, a secular experiência de Alagoas no ramo dos derivados da cana-de-açúcar é, per si, um fator positivo que deve ser considerado para todos os nichos econômicos que possam ser abertos a partir de nossos canaviais. Em segundo lugar, o Brasil tem apostado, com considerável sucesso, na melhoria da colocação da cachaça nacional nos espaços mais rentáveis do mercado de bebidas alcoólicas; ou seja, já existe uma estrada aberta. Em terceiro lugar, uma antiguíssima lição das ciências econômicas: quanto mais valor agregado os produtos possam ter, maior é o ganho, mais recursos entram no economia local. Enfim, a Ufal e os empresários alagoanos merecem um brinde por esta iniciativa.

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