Opinião
� a economia, cara!
Como definir um mito? Um mito nada mais é do que uma lenda, uma figura da imaginação sem defeitos ou ainda cujos defeitos serão sempre perdoados ou minimizados em nome da crença ou da elaboração de um espírito essencialmente ou puramente imaginativo. Eis o presidente Lula hoje, um mito! A capacidade de minimizar seus próprios erros e os erros de seu governo e de ser perdoado pelos brasileiros, não apenas perdoado mas também adorado, fizeram de Lula um mito com poder para eleger como sua sucessora uma ilustre desconhecida, cristã nova em seu partido. A se confirmarem as pesquisas Lula terá sido reeleito pela terceira vez. Que Dilma que nada! O eleitor está votando no Lula. O desejo de continuísmo do brasileiro é tamanho que pouco importa em quem ele está votando, desde que seja no candidato do Lula. O que há por trás desse fenômeno? Só o tempo e a história dirão. Hoje o que sabemos é que pouco importa tudo o que tenha sido feito por governos anteriores, mas para os seus seguidores o Brasil começou com Lula e ele faz questão de manter e alimentar esta estorinha com o famoso ?nunca antes na história desse país...? O preço disto tudo? Só Deus sabe... Porém a história ensina alguns fatos que não podem nem devem ser desprezados: primeiramente o de que sempre a criatura se separa de seu criador, ou seja, a partir do momento em que se sente forte e segura o suficiente para tomar pé, a criatura se afasta de seu criador e segue seu próprio caminho; segundo, e este fenômeno tem se revelado impressionantemente presente e definidor, é a economia quem, no final, dita as regras. Todo e qualquer governo será popular ou impopular dependendo do desempenho da economia no dia a dia dos cidadãos. Acho até que temos aí uma pista para a popularidade e surgimento do mito Lula! Numa análise fria e técnica verifica-se que se o seu governo não foi dos mais brilhantes, teve, no entanto, como fator decisivo o crescimento da economia a se refletir nos bolsos de todas as classes econômicas e sociais, ampliando de imediato sua natural empatia e carisma pessoal. É a economia, cara! Assim afirmavam os assessores do ex-presidente Clinton percebendo qual fator definiria o resultado da eleição quando de sua primeira e vitoriosa campanha para Presidente! Pois é, que Dilma que nada, é a economia, cara! (*) É promotor de Justiça.