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Campo florido

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Mais uma avaliação positiva sobre o bom momento vivido pelo Brasil é difundida, desde o chamado primeiro mundo, e por um veículo de grande prestígio nos meios liberais. The Economist, uma das mais prestigiadas publicações do mundo ocidental, veiculou em artigo editorial publicado na semana passada que ?o mundo deveria aprender com o Brasil? como evitar uma crise na produção de alimentos. Na base para o texto da revista britânica figura, entre outras fontes, dados fornecidos pela FAO (organismo da ONU para agricultura e alimentação), onde está posto que ?a produção mundial de grãos terá de crescer 50% e a de carne terá de dobrar para suprir a demanda até 2050?, daí apresenta o Brasil como detentor de ?características que o tornam um produtor de alimentos de grande relevância nos próximos 40 anos?. Para os analistas da The Economist o Brasil tornou-se, nas últimas décadas, ?o primeiro gigante tropical de agricultura? e ameaça desbancar os históricos líderes mundiais na exportação de alimentos. Afirmam os especialistas britânicos que nosso País ?decidiu expandir sua produção doméstica por meio de pesquisa científica, não subsídios. No lugar de proteger os fazendeiros da competição internacional ? como a maior parte do mundo ainda faz ? ele abriu seu mercado e deixou os fazendeiros ineficientes irem à falência?. Destaca ainda a revista o papel da Embrapa, instituição identificada como a grande parceira da produção agrícola por suas pesquisas de novas técnicas, fertilizantes e variações genéticas (inclusive modificadas cientificamente). Outro fator de sucesso teria sido a capacidade (e coragem) de enfrentar os preconceitos e as campanhas globais dos ?agropessimistas? contrários às monoculturas e radicais defensores das ?pequenas propriedades orgânicas?. Mais um sinal de que o Brasil está no campo certo. Não é o caso de jactar-se por ter ?o modelo perfeito?, pois falhas ainda existem, mas é fundamental confirmar que entre erros e acertos, o saldo está sendo muito positivo.

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