Opinião
Derrota do fumo
Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer informa que, ao longo das últimas duas décadas, o número de fumantes no Brasil sofreu uma redução de 45%. Pelos estudos realizados, nos dias em curso, cerca de 18% dos brasileiros (com mais de 18 anos) fuma regularmente. Nos idos de 1989 esse índice era de 33%. Uma impressionante e feliz redução. A este dado muito positivo soma-se outro, dando conta de que dos brasileiros atualmente fumantes, 45,6% estão tentando largar o vício nos últimos 12 meses. A pesquisa indica ainda que uma porcentagem maior de brasileiros (22%) em relação às brasileiras (18%) usa regularmente o fumo, embora elas iniciem a fumar mais novas que eles. Detalhada, o estudo do Inca (Instituto Nacional do Câncer) fornece dados precisos para o desenvolvimento de vários estudos, quer seja sobre questões médicas, quer seja sobre os igualmente sensíveis campos da sociologia. Economia é outra vertente abordada, onde está dimensionado o gasto mensal médio de um fumante (R$55,00) e outros tantos indicadores importantes. Como sabemos, tanto o fumo quanto o álcool devem estar dentre as prioridades da cidadania no tocante ao controle dos, digamos, ?vícios legalizados?. Apesar de seus usos estarem de acordo com a legislação vigente e perfeitamente ambientados na cultura geral de nosso povo, muitos são os efeitos negativos do fumar e do beber. No caso do fumo, uma das preocupações mais fortes está relacionada com sua ligação direta com graves doenças que atingem especialmente ao sistema respiratório, dentre várias outras áreas. Com razão, a inteligência brasileira tem se lançado à luta contra o vício do fumo. Com satisfação cidadã podemos hoje comemorar resultados tão positivos. Que sirvam de estímulos a todos para a perseverança neste esforço. E que seja exemplo para outras campanhas.