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N�meros mortais

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Os índices da morte em Alagoas são por demais chocantes. Pelo novo levantamento do IBGE Alagoas é o Estado campeão em assassinatos e em mortalidade infantil. Primeiros lugares vergonhosos, verdadeiramente humilhantes. Os novos dados do IBGE informam que a média de homicídios em Alagoas é de 59,5 óbitos para cada 100 mil habitantes, enquanto a média brasileira é de 24,4 assassinatos por100 mil habitantes. No tocante aos números sobre a mortalidade infantil, a taxa alagoana está em 48,2 mortes por cada mil nascidos vivos. A média nacional, mais uma vez, é menos da metade, ou seja, 23,3 óbitos por mil nascimentos. Essas informações fazem parte de um amplo estudo realizado em todos os Estados brasileiros. O documento tem o título de ?55 indicadores do desenvolvimento sustentável 2010? e pode ser pesquisado junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. São dados assustadores, mas infelizmente não são surpreendentes, posto que essas mazelas são chagas abertas há muito e de total conhecimento público. Entretanto, a grandeza da ferida é muito chocante. Parece que a morte resolveu fazer morada em Alagoas, colhendo almas recém-nascidas e sendo especialmente voraz com os que lhe escaparam da primeira foiçada. No primeiro caso, trata-se de uma tragédia no campo da saúde pública. No segundo caso, estamos diante de um drama mortal na segurança pública. O mais grave é que parece que não existem planos de combate a esses dois índices literalmente fatais. A impressão é que as autoridades consideram normais tais catástrofes sociais, numa banalização da morte. Não se pode mais admitir tal estado de coisas. Esses índices precisam ser enfrentados à altura, precisam ser modificados, rebaixados radicalmente. Alagoas não pode mais conviver com isso.

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