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Opinião

Gritando ao Ipiranga

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Daqui a uma dúzia de 7 de setembros o Brasil estará completando dois séculos de independência. Um marco histórico cuja comemoração merece ser planejada com antecedência. A melhor das comemorações, e para tanto merece um planejamento de 12 anos, seria brindar os brasileiros com um país desenvolvido, com pleno emprego, educação, saúde e segurança para todos; e com menos disparidades regionais. Será possível? Poderíamos parodiar Brarack Obama, respondendo: ?Sim, nós podemos. Isto é possível!?! Em verdade, mais longe já estivemos. Nos dias em curso é inegável o quadro de transformação vivido pelo Brasil. Em momento de campanha eleitoral nacional tal assertiva pode parecer proselitismo, mas a verdade é que para tal avanço ser registado praticamente todas as forças políticas e partidárias existentes têm dado sua contribuição positiva, de forma que tem sido minimizado o efeito pernicioso da chamada ?solução de continuidade?. Especialmente nas últimas duas décadas, tendo como marco a primeira eleição presidencial pós-1964, apesar das renhidas batalhas políticas, dos preconceitos, das rasteiras partidárias, o Brasil tem buscado firmemente sua inserção no mundo contemporâneo e não foram poucas as amarras retrógradas que foram eliminadas desde o início de 1990. Muito ainda tem para ser feito. Muitas ainda são as nossas mazelas, as pedras no meio do caminho. Mas um processo foi iniciado e não deve ser descontinuado, qualquer que seja o resultado das eleições (destas e das demais). O Brasil tem de assumir uma estratégia própria e sustentável, onde as seguranças jurídica e econômica sejam as bases para a transformação do ?país do futuro? para o país avançado do agora. Se apostarmos nisso, daqui a uma dúzia de anos, comemoraremos uma nova independência.

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