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Rela��o hist�rica

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Em depoimento gavado e endereçado especialmente aos brasileiros, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, saudou o Sete de Setembro, com uma mensagem repleta de elogios e reafirmação da parceria histórica entre os dois países. Chega em boa hora a missiva eletrônica, pois não serve a nenhum dos dois países o estranhamento diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Diferenças sempre existirão e não é negativo para o Brasil a reafirmação de sua autonomia, pois ainda soa mal declarações subservientes do tipo ?tudo que é bom para os Estados Unidos é bom para os brasileiros?. É muito negativo, porém, deixar que as distinções entre os dois países enveredem para a animosidade diplomática como ocorreu nas recentes démarches do caso iraniano. Se a secretária de Estado, em seu mais recente pronunciamento dirigido aos brasileiros não chegou ao entusiasmo anterior manifestado por Barack Obama, a nova fala de Hillary Clinton adquire inegáveis tons maviosos em comparação com as ásperas palavras dirigidas quando da (ousada) ação brasileira em conseguir a assinatura de Teerã para o acordo sobre combustível nuclear. Melhor assim. Retoma-se a afabilidade que, inegavelmente, faz parte da história das relações entre Estados Unidos e Brasil. Desnecessário, natura lmente, é o retorno do sentimento de subserviência das autoridades brasileiras para com a Casa Branca, mas isso parece definitivamente fora de pauta. Como a secretária afirmou, os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer a independência brasileira, em 1822. E poderia ter dito mais, pois aos inconfidentes mineiros de 1789 muito inspirou a independência americana, em 4 de julho de 1776. Poderia ser relembrada também a parceria na segunda grande guerra, e mais... Mas já está de bom tamanho essa reativação de namoro.

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