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Opinião

A religi�o e suas confus�es!

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No último dia 11 de setembro foi lembrada uma das mais terríveis tragédias que se abateram sobre os Estados Unidos. Naquele dia, estava esperando a hora para ser atendida no dentista e vi o cenário na televisão. No princípio não atinei com o que estava acontecendo: um avião atravessava uma das Torres Gêmeas, o mais alto prédio de New York, que desmoronava em chamas. Logo em seguida a segunda torre sofria o mesmo destino. De momento não entendi, parecia um filme de terror! Apurei o ouvido e escutei o repórter dando a notícia desesperadora. Inquieta tomei conhecimento dos detalhes! Pessoas desesperadas se afastavam às pressas do lugar! O enorme prédio tombava, deixando atrás de si o saldo trágico do desastre: três mil pessoas mortas! Tremi de pavor: um mês antes havia estado lá! Sempre visitava as lojas maravilhosas do World Trade Center de New York e gostava de subir ao terraço para admirar a bela vista da grande cidade. Apurados os fatos soube-se que os autores desse absurdo atentado tinham sido os muçulmanos da rede terrorista Al Qaeda. Tão grande maldade provocou o ódio, não só dos americanos, mas de todo o Ocidente contra esses fundamentalistas islâmicos que usam essas práticas terríveis contra inocentes para aplacar suas animosidades. Não respeitam ninguém, agem contra todos que caírem em seu desagrado. São radicais, cruéis e implacáveis. Mas isto não quer dizer que todos os muçulmanos pensem da mesma maneira e que o Alcorão lhes ensine a fazer tanta barbaridade. Como todas as outras religiões, ele prega a bondade, a caridade, os bons princípios. A interpretação fanática de alguns é que transforma seus ensinamentos em uma fonte de ódios e cria regras fora da realidade. Há quatro meses se arrastam pelo parlamento americano os planos do imã Faisal Abdul Rauf, de construir um centro islâmico a dois quarteirões do Marco Zero, próximo às antigas torres. O projeto tem dividido o povo e o parlamento. Mesmo alguns muçulmanos que perderam seus entes queridos nessa tragédia, pois 60 devotos do islã, também foram vítimas, são contra a construção. Apesar de o presidente Barack Obama estar de acordo, muitos acham que seria um desrespeito aos mortos. No meio da confusão apareceu o pastor de uma igrejinha da Flórida, Terry Jones e anunciou que, em protesto, queimaria cópias do Alcorão e exigiu a mudança de local do centro islâmico. A situação gerou protestos de ambos os lados e fez com que o presidente Obama interferisse dizendo: ?Os Estados Unidos não estão em guerra contra o Islã, sua luta é contra o terrorismo?. Respeito todas as religiões, mas não concordo com os métodos irracionais dos fanáticos adeptos dessa crença. Mas, em nome da paz, melhor não provocá-los. (*) É membro da Academia Maceioense de Letras.

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