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16 de setembro

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Alagoas completa hoje 193 anos de emancipação. Mas o Estado continua aprisionado aos piores índices sociais em todo o Brasil. Esses vergonhosos números foram expostos ontem, para todo o País, quando da reportagem do Jornal Nacional. Um sorteio apontou para a cidade de Rio Largo o bico do jatinho do JN no Ar e aqui aterrissaram Ernesto Paglia e sua equipe para fazer mais uma reportagem sobre uma cidade brasileira ? e capturaram, graças ao acaso da sorte (ou do azar), imagens dolorosas de uma população castigada pela intempérie. O problema, porém, é maior que a intempérie e está nos índices apresentados. Seguindo pauta idêntica para todos os Estados visitados pelo JN no Ar, os números estaduais são exibidos no começo da reportagem. E aí está o drama alagoano. Não é o caso de repetir os percentuais de analfabetos, de lares sem saneamento, de mortalidade infantil, de assassinatos... Chega. Mas é indispensável que a dramaticidade do quadro alagoano seja conhecida e reconhecida, em primeiro lugar, por nossa própria população. Pois é ao povo alagoano que está colocado o desafio de mudar tal estado de coisas. Até por estarmos em tempo de eleições, as agruras sociais alagoanas têm sido tema em todos os discursos. Não poderia deixar de ser diferente. Mas pode e deve ser diferente o dia seguinte. Finda a campanha, quem quer que sejam os representantes escolhidos pelo voto popular, o desafio alagoano tem de ser respondido à altura. Emancipar Alagoas de tão vexatória realidade é trabalho que cobra muita perseverança das lideranças políticas, sociais e econômicas do Estado. Mas é tão urgente a apresentação de resultados positivos nesta obra que nem mais um 16 de setembro pode passar sem que avanços significativos tenham sido registrados. Será que poderemos comemorar algo no próximo ano?

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