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Depress�o: tratamento sem rem�dio � poss�vel

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A depressão nos parece ser um dos grandes males do século, a qual relacionamos o alto grau de exigências do ?modus vivendi? moderno, tal o maior conhecimento que temos de pessoas de nosso relacionamento e familiares que estão acometidas. Estudos populacionais evidenciam uma incidência de depressão da ordem de 17,1%, havendo uma prevalência de 21,3% nas mulheres, enquanto acomete 12,7% dos homens. Crianças também podem apresentar-se deprimidas, como também os adolescentes. E é com relação a estes grupos que deve residir as maiores preocupações dos profissionais médicos, sejam eles pediatras, clínicos gerais, neurologistas ou psiquiatras. O tratamento com antidepressivos, inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), em crianças e adolescentes tem gerado polêmica e controvérsias entre terapeutas de saúde mental, alguns indicando o seu uso e outros os desaconselhando. Há evidências que estas drogas podem interferir no processo de desenvolvimento e maturação do cérebro. Dentro deste panorama controverso, os profissionais médicos se deparam, ainda, com pessoas portadoras de transtorno depressivo que, submetidas ao uso de antidepressivos não respondem aos mesmos de forma satisfatória, não se obtendo um controle mais eficaz da morbidade e, por conseguinte, não restituindo ao paciente sua qualidade de vida, nem devolvendo-o ao seu labor e convívios familiar e social normais. A Estimulação Magnética Transcraniana surge como uma opção de tratamento eficaz no transtorno depressivo, se destacando como a maior novidade terapêutica do século 21, por não usar drogas, mas campos magnéticos intensos; não ser invasiva, não produzir efeitos colaterais indesejáveis, e ter como principal característica uma resposta de melhora muito rápida, já na primeira semana de aplicações, ao contrário dos antidepressivos que podem levar quatro semanas ou mais. Embora possa ainda ser utilizada no tratamento de patologias psiquiátricas como transtorno do pânico, transtorno bipolar, transtorno do estresse pós-traumático, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), patologia da otorrinolaringologia como os zumbidos, e patologias neurológicas como enxaqueca refratária, epilepsia de difícil controle, entre outros, é no transtorno depressivo onde a estimulação magnética transcraniana tem produzido os resultados mais exuberantes. Há ainda aqueles pacientes portadores de comorbidades, com distúrbios cognitivos ou insônia, desinteresse sexual por rebaixamento da libido, e pessoas outras acometidas por transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH), e ainda pessoas usuárias de drogas ilícitas em fase depressiva ou de ?fissura? (Craving) que submetidas à estimulação magnética transcraniana têm apresentado resultados animadores e, embora continue a ser utilizada em pesquisa para habilitar-se em novos campos de aplicações, já está sendo largamente utilizada na prática clínica em países da América do Norte, europeus e no Brasil. (*) É neurologista e neurofisiologista.

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