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Hist�ria explosiva

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Ontem, dia histórico em que foi comemorada a emancipação estadual, a manchete do caderno Cidades dava conta de outro tema caro a história alagoana: lembranças da II Grande Guerra Mundial. Mais uma vez, a questão das minas encontradas no município de Maragogi é abordada. Depois da detonação do primeiro artefato localizado, a preocupação é evitar quaisquer riscos para a explosão dos outros seis artefatos localizados. Preocupação procedente e que se revelou eficiente quando a primeira mina foi detonada no dia 10 de maio deste ano. Naquela ocasião as medidas de segurança foram exemplares e nenhum problema grave se verificou, mas os efeitos foram sentidos em um perímetro superior a uma centena de metros do local da explosão. Por este motivo as autoridades cuidam de garantir a evacuação de moradores e/ou assistentes num raio de 150 metros a partir do perímetro onde serão detonados os artefatos. Segundo apurado pela nossa reportagem, os cuidados preventivos serão redobrados, como escavação de fosso e elevação de uma barreira de contenção no epicentro onde as explosões serão provocadas. A própria existência desses explosivos poderosos no litoral alagoano deve ser melhor explicada, levando em consideração que não mais existem as razões dos sigilos sobre as decisões daquela grande guerra. Muitos dos fatos da II Grande Guerra Mundial seguem mergulhados na penumbra, mesmo depois de 65 anos de findo o conflito. As minas de Maragogi estão a espera de explicações mais plausíveis que seu singelo polvilhamento na costa para tentar deter belonaves nazistas (e os navios civis brasileiros e aliados não poderiam ter sido alvos desses explosivos poderosos?). Enfim, quais histórias a mais nos contam essas poderosas bombas espalhadas pelo litoral?

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