Opinião
Nove anos depois que o mundo parou
No último dia 11 de setembro, fez nove anos que as torres gêmeas do Word Trade Center em Nova York, nos Estados Unidos da América, foram alvo de ataques terroristas. Este momento ficou marcado na vida de muitos que de qualquer lugar do mundo não desgrudavam os olhos da TV e de muitos outros que perderam alguém nesta tragédia. Ainda havia aqueles que defendiam a tese que era inicio de uma nova guerra mundial e que muitas coisas estavam por vir. Foram momentos marcantes na vida de toda uma nação. A Al Qaeda, grupo de terroristas Islâmico, assumiu a autoria do atentado, começando desde então uma busca desenfreada ao líder dos terroristas, Osama Bin Laden, com uma onda de sátiras por parte dos programas humorísticos de todo o mundo. De repente, depois de nove longos anos de bruscas lembranças, aparece um ?pastor? com um sentimento de nacionalidade e amor à pátria e decide queimar o livro sagrado dos Islamitas, o Alcorão, no dia do aniversário do atentado em sinal de protesto contra a construção de uma mesquita próximo ao local onde se localizavam as torres gêmeas. Os Islâmicos são um povo muito voltado a religião e não aceitam qualquer ofensa contra a sua prática religiosa. Um povo que acredita que através do suicídio chegará a plenitude eterna com riquezas e orgias. O respeito às crenças, as praticas religiosas está acima de tudo e é inadmissível que qualquer cidadão ou líder religioso desmoralize os costumes religiosos de qualquer grupo ou qualquer individuo, pois esta falta de respeito às culturas pode ser em decorrência de um protesto, mas que bem sabemos que por trás de tudo isso existe uma carga de preconceito. As revoltas contra as manifestações religiosas do próximo, bem pertinho, em nós mesmos que carregamos dentro de si uma revolta que se fosse permitido extrapolaria e a tornaria pública, mas esquecemos que o diferencial no outro é que faz o mundo mais belo e diferente. Se observarmos bem pertinho da gente há uma guerra que não tem fim, a das religiões, de fieis que criticam a denominação outro, e não aceitam que o outro professe a fé, e sim que o outro aceite e professe o que eu quero. O ser humano é complexo por natureza, e isso nos dá um diferencial. Agora pensemos apenas por alguns instantes, o que acarretaria essa atitude ?desenfreada?, ?preconceituosa?, ?racista? deste pastor? Que foi necessário todo um País, através do seu Presidente, controlar a situação e impedir que tal barbárie acontecesse. Se por ventura o alcorão fosse queimado quais seriam as atitudes do grupo Islâmico, tendo em vista que não gostam ?muito? dos norte-americanos, a série de atentados em massa que a partir de então iria começar pelo mundo. O ?eu? precisa aceitar que o ?outro? tenha a sua crença, que tenha o seu modo de viver, e que o ?eu? não seja responsável pela catástrofe mundial que pode ocorrer, pois o fim do preconceito depende de mim, depende do ?eu? que faça a diferença e conscientize os que estão ao meu redor, caso contrario outras atitudes animalescas viram. (*) É estudante de Jornalismo e poeta popular de Alagoas versal.