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Nº 5718
Opinião

Criminalidade

“Estamos chegando próximo de um ponto de não-retorno”, disse o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em uma palestra para metalúrgicos, no Rio, há dois anos e dois meses após o governo instituir o Plano Naciona

Por | Edição do dia 30/08/2002 - Matéria atualizada em 30/08/2002 às 00h00

“Estamos chegando próximo de um ponto de não-retorno”, disse o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em uma palestra para metalúrgicos, no Rio, há dois anos e dois meses após o governo instituir o Plano Nacional de Segurança. Ele referiu-se ao problema da violência no País, conforme foi divulgado, no mesmo dia, pela Folha de S. Paulo. De acordo com o mesmo jornal, o ministro afirmou, ainda, que, “ou se ataca com vontade” problemas como o “das injustiças sociais” ou “se chega a um ponto em que é melhor desistir”. E apontou como a saída para controlar a violência uma cruzada nacional com o engajamento da sociedade e dos governos federal, estaduais e municipais. Então, o Rio de Janeiro já se destacava como o Estado mais violento em todo o País, com 107,6 homicídios no contingente populacional de 15 a 24 anos por grupo de 100 mil habitantes. E  quanto ao nosso Estado, ocupava a 11a posição em nível nacional, com 46,5, e a segunda no Nor-deste, que tinha Pernambuco na liderança. Os números da criminalidade, divulgados de lá para cá, têm aumentado de maneira cada vez mais assustadora em várias regiões do País. Como mostram os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados no primeiro semestre deste ano. No ranking do homicídio juvenil, que incluiu países que forneceram informações a partir de 1996 à OMS, o Brasil é o terceiro colocado, com uma taxa de óbito de 48,5 em 100 mil jovens de 15 a 24 anos, atrás apenas da Colômbia e de Porto Rico. E somos o segundo, quando se leva em conta a população em geral, perdendo apenas para a Colômbia. A coletividade alagoana também está na relação das que passaram a viver mais assustadas com os assassinatos, assaltos, estupros seguidos de morte, e outros tipos de crimes. Vive, em relação à segurança pública, uma realidade cujas causas são as mesmas de outros Estados em melhores condições econômicas e sociais e que apresentam elevados índices de criminalidade. Sendo as principais, a falta de maiores atenções para os problemas de capacitação de pessoal, de infra-estrutura, de melhores condições de trabalho, e as questões salariais.

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