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Opinião

� p�tria amada!

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Na crônica desta semana estou usando algumas expressões tiradas de nosso hino nacional num arranjo literário. O hino foi escrito por Joaquim Osório Duque Estrada(1870-1927) com a música de Francisco Manuel da Silva (1765-1865), tornando-se oficial em 1 de setembro de 1971, por meio da lei nº 5700. Dedico-a aos brasileiros inconscientes, aos que continuam deitados em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo. Para os que esqueceram o raiar da liberdade! Para os que já não se lembram dos brados do Ipiranga, para aqueles que o Brasil nem parece a pátria amada fulgurando como o florão da América. Para os que deixaram de ser um povo heróico e bravo, prontos a defendê-la com a própria morte. Brasil, gigante pela própria natureza, não permita que teu povo destrua tua grandeza! Que o sol da liberdade nunca deixe de brilhar no teu céu cor de anil. Que não esqueça tua gente, a glória do passado na ânsia de corromper o teu porvir. Que nossa terra seja cada dia mais garrida, e que possa nos trazer raios vívidos de amor e de esperança. Que seja de paz o teu futuro, como foi de glória o teu passado! Dos filhos deste solo és mãe gentil, mas que um filho teu não fuja a luta para te ver um impávido colosso. Que do amor eterno sejas símbolo, e que na tua flâmula nunca o verde esmaeça nem desapareça o teu lábaro estrelado. Que teus campos tenham cada dia mais flores e teus bosques mais vida1 Que nossa vida encontre em teu seio mais amores. Ó terra adorada, mas, às vezes, tão desprezada! Que o penhor de tua integridade consigamos defender com braço forte. Que teu futuro não seja apenas um sonho, mas um porvir cheio de certezas. Que a imagem do cruzeiro que resplandece no teu céu, risonho e límpido, seja eternamente o símbolo de teu progresso. Que a paz nos venha no futuro por meio da justiça clara e forte. Que volte a ser o teu, aquele povo heróico, cujo brado um dia ecoou as margens plácidas do Ipiranga. Que teu povo busque o penhor da igualdade sem manchar teus princípios democráticos. Que fulgures, ó Brasil para sempre iluminado ao sol de um novo mundo. Que despertem teus filhos de sua letargia para que não sejam sempre tão ludibriados e que nunca deixem que lhes roubem a liberdade! Ó pátria amada, idolatrada entre outras mil, és tu Brasil!. (*) É membro da Academia Alagoana de Letras.

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