Opinião
Viol�ncia x viol�ncia
A violência no Brasil está chegando a índices tão alarmantes, que às vezes parece estarmos em guerra. É uma batalha campal frequente; polícia militar, civil e forças armadas federais enfrentam exércitos de criminosos, em plena luz do dia. A ousadia, truculência, crueldade e falta de respeito à vida humana demonstrada pelos bandidos é deveras impressionante; as táticas de guerrilha, os armamentos de última geração, a coragem e o desprezo pela própria vida, pouco importando quem mata, quem morra, parecemos estar diante de grupos terroristas tão comuns no Oriente, nas famosas guerras santa, ou dos pilotos suicidas japoneses (Kamikases) da segunda guerra mundial. Não se respeita nada, roubam, assaltam, matam em qualquer lugar, põe em risco a vida de pessoas inocentes nas escolas, shopping, teatros, restaurantes, bancos, etc. O mais preocupante é que não são apenas os bandidos e as quadrilhas responsáveis pela violência urbana. Os cidadãos comuns estão com os nervos à flor da pele, matam ou espancam por uma fútil discussão de trânsito; torcedores se enfrentam mortalmente por causa de um jogo de futebol, outros por terem sido abandonado pela namorada, por não querer assumir a paternidade de um filho. Esses ?pequenos delitos? destroem famílias inteiras, as agressões às mulheres aumentaram consideravelmente, filho matando pai, é a droga tomando conta. Mas tudo isso tem uma razão: o desequilíbrio social, financeiro, econômico e educacional nesse País, que por sua vez é fruto do apodrecimento dos três poderes, legislativo, executivo e judiciário que deveriam dar exemplos de hombridade, honestidade e dignidade estão infelizmente infestados por alguns poucos corruptos que fazem a diferença. Se os exemplos que vêm de cima são bons tudo corre bem; se são maus proliferam e corroem, viram cupim do mal, da injustiça, da degradação social, da miséria, órgãos de segurança em geral infestados de bandidos travestidos de autoridades, políticos denunciados por crimes de mando, sequestros, falcatruas, desvios de milhões dos cofres públicos, e a Justiça, através de alguns magistrados inocentando-os baseado nas flexibilidades das leis. (*) É empresário ([email protected]).