Opinião
Salto verdadeiro
Mergulhada no torvelinho de notícias turbinadas pela paixão eleitoral, uma boa notícia passou quase desapercebida: No mês de agosto deste ano de 2010, a taxa de desemprego no Brasil sofreu sua maior queda desde 2002, quando tal aferição começou a ser feita. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desocupação levou um baque daqueles em agosto, batendo em 6,7%. Um recorde positivo, embora julho já tivesse dado sinais desse progresso ao registrar 6,9% no mesmo índice. Se comparado com agosto de 2009, o desabamento é ainda maior, pois há um ano a taxa no oitavo mês do ano assinalou 8,1% de desocupação. Indo mais além nos números coletados pelo IBGE vê-se que 22,135 milhões de pessoas estiveram formalmente empregadas em agosto, enquanto o rendimento médio registrou R$ 1.472,10 conformando a maior alta ao longo de oito anos. Pelas contas do IBGE, no balanço dos oito primeiros meses de 2010, a renda média do brasileiro também alcançou um recorde, cravando R$ 1.429,21. E o Nordeste, animem-se, consegui marcar uma boa posição no ranking nacional, com as cidades do Recife e de Salvador registrando, respectivamente, 4,4% e 3,3% no aumento da renda média de seus trabalhadores. As outras cidades melhores colocadas neste mesmo índice foram Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, sendo que a cidade maravilhosa cravou 2,5% enquanto as outras duas metrópoles igualaram-se em 0,7%. Indo mais adiante nos dados do IBGE, leremos que, em relação a agosto do ano passado, o número de trabalhadores equipados com carteira assinada pulou em 7,2%. Por sua vez, no mesmo espaço de tempo, ?a massa de rendimento médio efetivo? desse exército de empregados deu um salto de 8,8%. Um sucesso de porte. Certamente, esse êxito explica muito mais coisas que a vã filosofia teima em não querer enxergar.