loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Os 60 anos da TV brasileira

Ouvir
Compartilhar

A televisão aberta brasileira completou 60 anos. Desde a primeira transmissão da TV Tupi, em São Paulo, no dia 18 de setembro de 1950, por uma iniciativa ousada de Assis Chateaubriand, a evolução tecnológica, o arrojo empresarial e o talento dos nossos profissionais fizeram da televisão um case de padrão internacional. Com penetração de 95,7% nos domicílios do País (2009, Pnad/IBGE), este meio popular por vocação tem sido capaz de integrar milhões de pessoas, valorizar as realidades regionais e dar-lhes acesso gratuito a informação, cultura e entretenimento. Seu papel para o fortalecimento da identidade nacional é incontestável. Nos mais longínquos rincões, cidadãos conectam-se com o restante do Brasil e com o mundo por intermédio de seu televisor e, independentemente de classe social ou nível de instrução, têm acesso às mesmas informações. Em entrevista à revista Época, em 2006, o sociólogo francês Dominique Wolton afirma que a televisão provocou uma revolução na vida de milhões de pessoas. Para ele, que é um dos mais respeitados especialistas em comunicação no mundo, a televisão ?produz uma cultura mediana acessível, sensibiliza o telespectador para outras culturas e reflete o mundo contemporâneo?, instigando o cidadão a buscar informação e conhecimento antes ignorados. Nas palavras de Wolton, a ?cultura televisiva popular? é, em síntese, o que as pessoas têm em comum, mas, ao ser repartida entre os pares, fortalece a noção de democracia. Dessa forma, a TV promove um indiscutível processo de evolução social, como observamos no Brasil nas últimas décadas. Dados de recente pesquisa encomendada à empresa Meta pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), sobre o acesso à informação e a formação da opinião da população brasileira, mostram que as percepções de Wolton em relação ao papel deste meio de comunicação estão corretas. A pesquisa revela, por exemplo, que, para 66,3% das pessoas, a televisão aberta é o meio de comunicação mais relevante para buscar informação e, para 69,4%, é a mídia mais confiável. Quanto à programação, 64,6% dos entrevistados consideram os telejornais os programas mais importantes, seguidos das novelas, com 16,4%. O levantamento ouviu 12 mil pessoas em 639 cidades de cinco regiões do País. A radiodifusão brasileira está baseada no conceito de redes de programação básica, que combina grandes centros de produção, dotados de tecnologia avançada, e profissionais qualificados, capazes de fornecer conteúdo a milhares de emissoras. A indústria televisiva brasileira gera mais de 200 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, produz 70 mil horas/ano e, apenas em programas jornalísticos, 180 mil horas/ano. Cerca de 70% desse conteúdo é nacional ? 90%, se considerado apenas o horário nobre. O setor de radiodifusão também estimula a economia, fornecendo informação atualizada sobre tendências de mercado, oportunidades de trabalho; e ofertando a pequenas e médias empresas espaço publicitário a um custo adequado. Estudo da empresa Tendências Consultoria Integrada, realizado em 2007, revela que mais de 5.600 agências de publicidade interagem com o setor de radiodifusão. A maioria de seus clientes são pequenas empresas que compram espaços em programação local de TV Até 2012 teremos disseminado no Brasil o padrão digital de televisão, que permitirá o avanço da mobilidade e da portabilidade, ou seja, a capacidade de o telespectador receber o sinal em aparelhos portáteis ou celulares. Portanto, ao completar 60 anos de existência, a televisão brasileira continua forte e rejuvenescida, cumprindo o seu papel para o crescimento econômico e a consolidação da democracia. (*) É presidente da Associação Brasileira de emissoras de rádio e televisão (ABERT).

Relacionadas