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P�blico x privado

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Prazo vencido, e o drama dos artesãos do espaço batizado como Guerreiros ainda espera uma solução definitiva, chamando a atenção para as políticas de ocupação dos espaços públicos. O plural, neste caso, reflete uma diversidade que talvez não devesse existir, e, principalmente, serem articuladas enquanto uma política una, coerente, sobre o mesmo foco, entre o ente federal e os entes estaduais e municipais. Como sabemos, o caso dos Guerreiros tem como fulcro o uso de área pública para atividades comerciais. Atenua a evidente contradição dessa prática o fato de serem empreendimentos de micro- porte e seus produtos unirem conteúdos expressivos dos pontos de vista cultural e social. Mas o contraditório entre público e privado segue em pauta. Tem suas razões a União quando é rigorosa em relação à utilização indevida das chamadas ?áreas de Marinha? (no caso em tela) e de outros perímetros de sua propriedade. É de se notar que muitas são as áreas da federação historicamente degradadas por ocupações irregulares. Tem suas razões o poder público local quando procura auxiliar os microempreendimentos em sua gesta por melhores dias. Mas terá ainda mais razão se conseguir criar soluções que não subtraiam áreas de logradouros importantes para toda a comunidade. Certamente a Praça Sinimbu, outrora uma das mais belas da capital alagoana, mereceria uma revitalização completa voltada para o usufruto de todos, como no tempo em que sua imagem era uma das preferidas para cartões-postais. Necessitando de uma solução urgente, os Guerreiros abrigar-se-ão naquele logradouro. Positivo, mas deve-se inquirir: Ficarão lá indefinidamente ou por quanto tempo? Em que condições? Qual a contrapartida dos empreendedores? E quem mais precisar de área pública será igualmente aquinhoado com solos públicos?

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