Opinião
Igreja, qual a tua identidade? Qual a tua miss�o?
?Por que os homens deveriam amar a Igreja? Ela lhes recorda a vida e a morte, tudo quanto eles gostariam de esquecer; é recorda-lhes o mal e o pecado e outros fatos desagradáveis...? Estas palavras do poeta inglês Thomas S. Eliot deveria nos fazer pensar. Quantas vezes a Igreja aparece incômoda, antipática e hipócrita diante do mundo. É certo que os cristãos devem fazer o possível para viverem coerentemente aquilo em que acreditam e que proclamam ao mundo. Nem sempre conseguimos e, por vezes, escandalizamos... Mas, uma coisa é certa: não somos melhores que ninguém; tampouco piores; somos diferentes. Diferentes pela fé que professamos e pela esperança que trazemos no coração ? fundada em Cristo, não em nós mesmos. Nossa preocupação não deveria ser aquela de parecermos agradáveis e palatáveis ao sabor das modas de cada época.Nosso esforço deve ser simplesmente aquele de ser modesta, humilde e convincente, forte e suave presença de Cristo no meio da humanidade. Bento 16 ? de visão tão lúcida e sabedoria tão admirável ? recentemente saiu-se com esta: ?Uma Igreja que procura sobretudo ser atraente estaria num caminho errado, porque a Igreja não trabalha para si, não trabalha para aumentar os próprios números e, assim, o próprio poder. A Igreja está a serviço de um Outro: serve não para si, para ser um corpo forte, mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades e as grandes forças de amor, de reconciliação, que vêm sempre da presença de Jesus Cristo!?. Eis o que somos, o que devemos ser; eis o sentido da existência nossa ? Igreja de Cristo! (*) É bispo auxiliar de Aracaju-SE