Opinião
Desrespeito ao idoso
Dia 22 de agosto de 2010, às 17 horas, fui até um supermercado situado na Gruta de Lourdes, acompanhado de minha mãe com 86 anos (tenho 68), para umas compras. Após abastecer o carrinho de compras, dirigi-me ao caixa especial, e percebi que o supermercado disponibilizava quatro caixas para atendimento a idosos, mas apenas um estava funcionando. Como é natural, procurei o gerente. Atendeu-me um substituto, pouco delicado, transmitia superioridade, portou-se como se fosse um favor ouvir minhas reclamações. A explicação ao meu questionamento do porquê só havia um caixa especial não me convenceu, alegou falta de pessoal, que não havia funcionários suficientes e capacitados para o atendimento satisfatório na loja. Questionei ser inconcebível tal motivo, visto que em Alagoas existem milhares de desempregados e quanto à capacitação que a empresa criasse um departamento de treinamento ou fosse buscar no Senac, em qualquer órgão governamental ou particular. Aliás, quanto à falta de capacitação, era inquestionável, ?estava diante de mim?. Para minha surpresa foi imediatamente aberto um novo caixa e, mais uma falta de respeito; a pessoa que coordenou a abertura chamou para inaugurar o atendimento um jovem casal, que aparentava menos de 30 anos; chato e brigão como sou, imediatamente interpelei. A resposta foi digna do Casseta e Planeta, a moça era funcionária do dito supermercado, e estava de serviço desde as cinco horas da manhã, não era justo esperar em uma fila o atendimento. Cômico ou trágico? Ora, se ela iniciou o expediente às cinco horas da manhã deveria ter terminado às 13 horas, se não houve intervalo de turno; se houve, largaria às 15 horas. Porque só iniciou suas compras no fim da tarde? Também pouco importa! Funcionário fora do expediente e, principalmente, sem uniforme ou crachá é um cliente como outro qualquer, sem privilégios, muito menos em caixas prioritários. Mas não valeu, ela foi mesmo atendida em detrimento dos reais favorecidos. E mais, não existem carrinhos de pequenas compras. Os motorizados, vez ou outra, estão em falta e o caixa preferencial para pequenas compras raramente funciona. Descrevo o ocorrido como reclamação pública, sem citar nomes, na esperança que os órgãos reguladores passem a melhor observar o nível de atendimento ao consumidor nos super e hipermercados em nosso Estado. (*) É empresário.