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Opinião

Hist�ria explodida

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Mais uma vez desembarcam em Alagoas forças militares para uma missão que já se torna recorrente: detonar minas remanescentes da 2ª Grande Guerra Mundial. Recorrente também passa a ser este tema em reportagens e comentários editoriais. Mas não pode ser de outra forma, pois as sequenciadas localizações e explosões dos artefatos bélicos deixam no ar muito mais que o cheiro de pólvora, espalhando dúvidas para todos os lados. Certo está que, por representarem risco à vida, esses petardos devam ser colocados fora de combate. E se explodí-los for a única alternativa, que assim seja feito. Porém algumas perguntas seguem sem respostas, a saber: poderiam essas minas serem desativadas, deixando de oferecer perigo, sem serem explodidas? Onde foram fabricadas essas minas? Quem as colocou no litoral alagoano? São mesmo da 2ª Guerra? Considerando que tenham sido colocadas ao longo da Segunda Grande Guerra Mundial, além do reconhecimento da alta qualidade desse mortífero produto (mais de seis décadas e segue em condições de uso!), é muito importante saber quem fabricou e quem as colocou, pois muitas dúvida sobre os afundamentos de navios no litoral nordestino poderiam ser esclarecidos através dessa identificação. A lógica diz que tais artefatos deveriam ter sido fabricados pelos aliados (mais provavelmente made in USA) e por eles espalhados pelo litoral alagoano. Na falta de informações, a ignorância poderá, um dia, fazer renascer e fortalecer as teorias conspiratórias que divulgaram maledicências sobre os afundamentos dos navios mercantes e de passageiros em nossa costa. Melhor seria, antes de explodir, tirar essas e outras dúvidas sobre as minas encontradas. A história agradecerá esse cuidado esclarecedor. Alagoas torce para que a memória da Segunda Guerra não continue voando pelos ares.

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