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Por que Bento 16?

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Pio 11 (Achille Ratti), papa de 1922 a 1939, foi acusado de rigidez e autoritarismo. Enfrentou com coragem apostólica os três grandes regimes totalitários da época. Depois dele, veio o papa Pio 12 (1939 a 1958). Vários anos depois de sua morte, uma peça teatral ?O Vigário? levantou a suspeita de que o papa teria compactuado com o hitlerismo. Logo ele, que em suas famosas mensagens radiofônicas do Natal tanto condenara a guerra e todos os totalitarismos e tinha ocultado centenas e centenas de judeus, perseguidos do nazismo, nos conventos de Roma. Seguiu-se João 23, de formação diplomática e estudioso da História, que foi acusado de bonachão e simplório. Iniciou a grande reviravolta da Igreja com o Concílio Vaticano II, do qual não pôde ver o final, porque faleceu em 1963, deixando o legado para o seu sucessor. Paulo 6, o sofrido Paulo 6 da Igreja pós-conciliar. Sua encíclica Humanae Vitae (1968), na qual enalteceu o supremo dom da vida, atraiu adversários e opositores, dentro e fora da Igreja, João Paulo 2, enalteceu os supremos valores da família, amou a juventude como porção eleita da Igreja e, num longo e precioso magistério, em suas inúmeras viagens ao redor do mundo, deu nova visibilidade ao pontificado romano como pastor universal. E agora temos o santo e sábio Bento 16. Ele também não foge à regra de seus predecessores. A Agência ZENIT entrevistou Andrea Tornielli, autor do livro Ataque a Ratzinger. É um jornalista vaticanista. Na entrevista, Tornielli: declarou: ?Acho que há vários grupos, várias realidades soltas e diferentes, com um interesse comum: transformar a Igreja em uma seita protestante, porque os ensinamentos da Igreja incomodam. ?Certas campanhas da mídia mundial são determinadas pela fome negativa do preconceito consolidado e não correspondem à realidade, exposta com fidelidade e profundeza de conceitos por Bento 16. Querem que ele seja visto como um retrógrado conservador, antiliberal e antidemocrata?. No triste episódio da Universidade Sapienza de Roma, em que negaram ao papa a visita a uma Universidade da Igreja, Tornielli observou: ?Não foram só pequenos grupos de estudantes ideologizados, mas também pesquisadores e professores da universidade, que julgaram o papa Ratzinger em base a uma citação tomada na Wikipedia da internet. Na homilia de encerramento do Ano Sacerdotal em Roma, no último dia 11 de junho, o papa Ratzinger falou num tom muito explícito sobre heresias e a necessidade de usar o cajado contra os lobos, que querem fazer mal ao rebanho. E concluo com a mesma frase com que termina o livro do jornalista vaticanista: ?A única coisa que não se perdoa a Ratzinger é ele ter sido eleito papa!?... (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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