Opinião
Nossas crian�as, hoje
Nos últimos dois dias Maceió sediou o encontro da Academia Brasileira de Pediatria, recebendo as maiores autoridades médicas brasileiras nesse segmento para palestras e debates do mais alto nível científico. Em pauta, a ?A Criança Nordestina, Presente e Futuro?. O evento, em sua escolha pela capital alagoana, prestigiou o esforço de um dos mais importantes médicos de toda a nossa história, dr. Milton Hênio Netto de Gouveia, profissional e humanista que a Organização Arnon de Mello tem a honra de contar em seus quadros de colaboradores voluntários na condição de articulista com presença garantida nas mídias impressa e televisiva. Oportunamente serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos sentimos na pele e na alma a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre. Nosso Estado e nossa região padece de índices vergonhosos no tocante à mortalidade infantil, à educação básica e tantos outros indicadores terríveis. Segundo estudos da Universidade de São Paulo(USP), através de seu Departamento de Nutrição da Faculdade de Faculdade de Saúde Pública, foi constatado que, felizmente, na região, ?além da escolaridade da mãe, a disponibilidade de serviços de saneamento básico e o aumento do poder aquisitivo também foram responsáveis pelo declínio da desnutrição em crianças do Nordeste brasileiro?. Infelizmente em Alagoas a realidade permanece abaixo dos avanços de outros Estados. Ainda pelas pesquisas da USP, ?se a taxa de declínio observada entre 1996 e 2006 for mantida, em menos de dez anos o problema da desnutrição infantil no Nordeste poderá ser controlado?. Para nós, alagoanos, este é um dado alentador, pois reanima a esperança de que Alagoas, um dia, consiga acompanhar os progressos nordestinos. Como vaticina a filosofia popular: ?Quem viver, verá?.