Opinião
Marta, nossa craque
Redobrado motivo de orgulho para os conterrâneos, Marta conquista mais uma posição de prestígio no mundo ao ser designada como embaixadora de boa vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A investidura da alagoana de Dois Riachos foi realizada nesta segunda-feira em cerimônia prestigiada na capital da Suécia, Estocolmo. A missão da melhor jogadora do mundo, a partir de agora, é fazer gols com a camisa das Nações Unidas no jogo da vida contra a morte. Marta é, desde anteontem, uma craque em campo contra a pobreza no mundo, escalada especialmente para promover o papel das mulheres em todos os países nos quais essa luta esteja sendo travada. Nesse time já jogam craques de futebol como Ronaldo e Zidane, a tenista russa Maria Sharapova e o ator espanhol Antonio Banderas, dentre outras personalidades de fama global . Um reconhecimento a mais, mais que merecido, para a melhor jogadora do mundo. Alagoas sempre teve seus filhos e filhas elevados aos mais altos postos ao longo de toda história. Durante esse longo tempo de destaque, contra essas personalidades têm sido assacados preconceitos, aleivosias e, a maior das injustiças, o esquecimento (mais das vezes, infelizmente, o olvido tem início na própria terra natal). Felizmente, Marta tem sido uma feliz e inteligente unanimidade. Alagoas precisa fazer mais por essa sua filha notável (por favor, sem tentar trocar nomes de logradouros originalmente batizados para outrem), não por jactância, mas por louvável incentivo ao amor-próprio de um povo destacado e sofrido, pela educação das novas gerações por meio do exemplo de suas personalidades icônicas, seja pelo merecimento da própria homenageada. Marta e seu brilhante exemplo deve, antes do resto do mundo, mobilizar os alagoanos na batalha por dias melhores.