Opinião
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Hoje, novamente, tem início um período do chamado ?Horário de Verão?. Um tempo de confusão, pois ao serem divididas e distanciadas por uma hora as regiões brasileiras, uma série de complicações recaem especialmente sobre as áreas excluídas do ?veraneio?. O expediente bancário é o primeiro e mais marcante sinal do desencontro entre quem está dentro e quem está fora do horário de verão. As TVs, com o auxílio da tecnologia, ajustam as transmissões de seus programas com razoável sucesso, evitando o dissabor da perda de um capítulo da novela pela diferença de 60 minutos. Quem precisa de transporte aéreo também necessita driblar inconvenientes pela soma ou subtração de uma hora. Atenção também para os telefonemas interurbanos, e assim por diante. Medida antiga, a redução de uma hora tem como objetivo a economia de eletricidade, o que é particularmente observado nos momentos de pico, como ocorre entre 19 e 21 horas. Os técnicos do sistema elétrico nacional explicam que a economia de energia elétrica, graças a esse artifício, é muito significativa, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Poucas pessoas gostam de acordar uma hora antes de seu momento padrão e essa é a principal reclamação contra a medida. Certamente muitos nordestinos alegrar-se-ão pelo fato de nossa região estar excluída dessa programação. Mas sempre fica a dúvida: não seria mais eficiente se todo o País mantivesse o mesmo horário? (em experiências anteriores essa uniformidade se verificou). Com o Norte e o Nordeste usando o ?velho? horário, o desencontro se repete. Repetir-se-ão as complicações pela duplicidade de hora, mas ao fim e ao cabo, é bom saber que economizamos energia. Melhor ainda seria saber que, com ou sem horário de verão, o Brasil está multiplicando sua capacidade geradora de energia.