loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Calmaria no passado, turbul�ncia nos dias atuais

Ouvir
Compartilhar

Se começarmos a mergulhar nas reminiscências comportamentais das épocas que vivemos em nosso Estado, com maior precisão em Maceió, todo o filme passará pelos nossos olhos e através da nossa mente armazenadora dos registros no pretérito e no cotidiano. Há um adágio antigo que afirma: águas passadas não moem engenhos. Discordamos em gênero, número e grau porque foram e serão esses fatos do ontem, preservadores do nosso patrimônio histórico e social, para um melhor discernimento das ações dúbias e contestadoras. Foi no governo Silvestre Péricles que passamos a ter água potável encanada trazida do Catolé e serviços de esgoto e saneamento. Ainda naquela administração, mesmo tumultuada e agressiva, fora inaugurada a primeira rádio de fusão que recebeu o nome de Rádio Difusora ZY.4. Na administração Arnon de Mello, o setor educacional fora ampliado, bem assim as rodovias de jurisdição estatal e federal, interligando nossos municípios e os diversos Estados federativos. Esses administradores referenciados, no que pese haverem sido rivais, tinham comuns o bom direcionamento administrativo voltado para o bem de nossa terra. Lembramos da implantação da Ufal, em 1961, que veio proporcionar aos jovens oportunidades do ensino gratuito com oferecimento de diversos cursos, tendo como primeiro reitor Aristóteles Simões, quando à época tínhamos apenas as faculdades de Direito e Filosofia. Prestamos aqui e agora nossas homenagens póstumas ao maior educador da Terra dos Marechais, cônego Theofanes Augusto de Barros que mais tarde fundou o Cesmac. Tempos depois surgiu a Faculdade de Medicina Estadual. Nos dias atuais há uma gama de faculdades disponíveis com inúmeros cursos para a juventude e pessoas adultas. Recordamos com alegria e nostalgia os festejos natalinos comemorados no Parque Rodolfo Lins, Praça Sinimbu e Praça da Faculdade com apresentações de pastoris, marujadas e outros folguedos. Naquele tempo Fernão Velho, Utinga e Cachoeira de Rio Largo celebravam o Natal e famílias inteiras se deslocavam de trem para aquelas localidades com o objetivo de se divertirem e celebrarem a data magna da cristandade. E hoje, distinto público como as coisas acontecem? Tudo mudou. A juventude radiante e eufórica é transformada numa clientela do crack e outros entorpecentes. A família, considerada o ninho acolhedor dos seus filhotes, lamentavelmente vem sendo destruída pouco a pouco na nossa sociedade. Os valores morais e espirituais são substituídos pela prostituição e o alcoolismo. A informática, com seus avanços desenfreados, substitui a moralidade e os estudos dos nossos jovens, conduzindo os mesmos ao descaso e à destruição física e mental. Ao final, façamos a seguinte comparação: o mundo está semelhante a um oceano revolto, onde navega por essas águas uma grande embarcação, cujos tripulantes buscam se salvar, mas são tragados pelas ondas impetuosas que são arremessadas para dentro da embarcação, eliminando todos ali existentes. (*) É advogado.

Relacionadas