Opinião
O mist�rio da morte
De tantos mistérios, a morte é o que mais causa estranheza e medos também. É o fim ou não? Em quê ou em quem acreditar? Quando eu celebro uma missa em intenção de algum defunto, fico observando as reações e os discursos. Acho incrível que somos aquilo que acreditamos! Agimos de acordo com nossas ideias, e quantas delas são sem fundamentos, apoiam-se em bases não sólidas! ?Espero que estejas em algum lugar bom?, ?Você não morreu, vive eternamente em nossos corações?, ?Do lugar em que estás sei que estás nos escutando?, ?Eu sinto que estás aqui conosco e nunca nos deixarás?... são umas das muitas frases que já escutei. A presença da partícula ?se? é frequente nos discursos, pois as pessoas que os fazem não têm certezas sobre o pós-morte e então colocam suas opiniões baseadas em achismos. Ao fazer a homília, ou seja, o momento da explicação das sagradas escrituras em uma missa, eu apresento uma visão da morte de acordo com o cristianismo. Algo que não é fruto de opiniões, mas de uma revelação. Sim, o que exponho deixou de ser oculto à medida que Cristo nos revelou os mistérios pós-morte de forma tão clara. Sendo Deus, Ele instruiu seus discípulos e deixou um legado de pessoas com fé por todo o sempre. É n´Ele que me baseio. Um discurso que me fascina está no evangelho segundo João. Ali, Jesus Cristo conversa com seus discípulos e diz que na casa do Pai há muitas moradas e falando sobre a sua morte, afirma que para onde vai, eles conhecem o caminho. Diante da pergunta de Tomé sobre o destino de Jesus para assim saber qual direção tomar, Cristo revela: ?Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim?. Eu acho fantástica essa revelação. Isso significa que mesmo se a pessoa tenha passado toda a vida agindo com indiferença em relação a Jesus, tendo atitudes que não o considerava como presença ou norte, mesmo que não tenha nem escutado falar do Cristo em sua vida; na experiência pós-morte irá se encontrar com Ele, pois não há outro caminho. Pode ter fugido da Igreja a vida inteira, mas de Cristo isso é impossível. E seja na vida, ou após a morte, o encontro é inevitável. Aos que se prepararam, será um momento feliz, aos que procederam de outra forma, será um triste momento. Venha, ó irmã morte, pois um banquete te espera! Conheço-te!