Opinião
Uma simples atitude de amor
Em que consiste verdadeiramente o amor? O sentimento de amar que virou uma vulgarização, estando hoje à margem da sociedade e muito popularmente usada a torto e a direito. O que podemos ouvir são pessoas que se conheceram no aqui e agora, ?vomitando? eu te amo, para aquele ou aquela que mal mantiveram contato. Tais reflexões só foram possíveis depois de ouvir essas simples e mágicas palavras, que foram vociferadas por uma amiga, chamada Tacyane Moreira, que na sua simplicidade pronunciou, eu te amo expressando todo o seu sentimento em torno de nossa amizade que foi consolidada ao longo dos anos. Atitude esta que me fez retornar ao livro sagrado do cristianismo, que é a bíblia da qual eu tenho fácil acesso e ver que ao longo da vida daqueles que na sua simplicidade expressou de varias maneiras, claro em épocas distintas, a forma de dizer eu te amo a Deus, ao próximo, as coisas da natureza e até mesmo ao seu inimigo, exemplo maior foi Jesus Cristo que até na hora da morte pediu ao Pai para perdoar aqueles que o matava. Me fez voltar ao longo de toda uma história da humanidade para ver que o sentimento de pertença sempre foi forte e que ainda hoje o é, mas com algumas diferenças, agora com uma vulgarização do Eros e do Ágape, dois elementos que são fortemente encontrados na nossa formação. Me fez percorrer ao longo do mundo Greco-romano até os dias atuais e ver o quanto este mesmo amor foi censurado e proibido por razões distintas de ser exercido. Mas um paradoxo hoje é latente. Esta sociedade, toda globalizada, está infelizmente caindo no vão do esquecimento, querendo apenas o outro como escada para o sucesso, os seres humanos não se respeitam mais, tendo os homens, na sua maioria, os seus pensamentos voltados às mulheres como ?depósito de espermatozóide?, que é um outro tema que no próximo artigo podemos abordar. Uma sociedade apenas preocupada em adquirir status, criando ao seu redor uma muralha e não se permitindo amar, nem tão pouco ser amada, o que é uma pena, pois um sentimento que está contido desde o ato da fecundação até o momento da nossa morte é por um lado mal interpretado e deste mesmo lado é privado de realmente se manifestar da verdadeira forma que o é na sua essência. É por falta de pequenas práticas, como está de demonstrar ao próximo, o que verdadeiramente senti, mesmo que da maneira de amizade é que o mundo passa o que passa. É por falta desta atitude que os nossos poetas estão perdendo a essência de passar o amor, bonito e puro para as composições e/ou para os seus versos. Muitos podem até achar natural esta falta de expressar os sentimentos, tendo em vista que vivemos numa sociedade seca e individualista. Posso até ser saudosista, mas sinto falta da verdadeira expressão do amor e é por esta mesma razão que escrevo os meus escritos e sem vergonha nenhuma expresso que amo os meus leitores e os meus críticos, pois um dia a sociedade irar mudar através da revolução cultural, baseada no amor dos pequenos amantes da vida, do próximo, do amigo e inimigo. O amante de si mesmo. (*) É estudante de Jornalismo.