Opinião
Combate ao desperd�cio de energia
O combate ao desperdício e a busca do uso eficiente das diversas formas de energia devem ser incentivados, pois levam à economia de recurso, possibilitando a postergação de investimento em sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e protegem o meio ambiente. As relações entre o mercado de energia elétrica, o consumo global dela, o crescimento econômico e a política industrial são complexas em função do processo e do estágio de desenvolvimento econômico brasileiro, obrigando o setor elétrico a formular metodologias próprias para avaliar a evolução do mercado e, assim, propor novas medidas para a redução do consumo, sobretudo no que diz respeito ao desperdício de energia, ou ainda, se necessário e isto for possível, o aumento de produção energética (Eletricidade Moderna, 2000). A preocupação com a eficiência energética surgiu com a crise mundial do petróleo em 1974, deste então, a necessidade de redução da dependência do petróleo foi dando espaço ao conceito da diminuição do consumo. Esta diminuição do consumo, evita investimentos na construção de novas usinas. Assim, se ganha tempo para decisões mais maduras a esse respeito. O projeto preconiza um novo modelo de atendimento profissionalizante, caracterizado pela interferência direta da educação profissional na problemática energética brasileira, suprindo o mercado com uma nova geração de profissionais que detenham conhecimentos básicos sobre eficiência energética, entendendo-se esta ação educacional não apenas como uma necessidade profissional, mas como um direito do cidadão à informação. Conservar energia elétrica ou combater seu desperdício é a fonte de produção mais barata e mais limpa que existe, pois não agride o meio ambiente. Quando economizamos energia elétrica, estamos possibilitando que a energia não gasta seja fornecida a um outro consumidor, para prestação de um outro serviço, eliminando a necessidade de expansão do sistema. Chamamos de usina virtual, aquela que deveria ser construída para fornecer a mesma quantidade de energia que foi economizada e que, graças à economia, pode ser adiada reduzindo os gastos e o impacto ambiental. É comum perceber nas empresas que a gestão energética encontra-se atrelada à manutenção ou à engenharia como uma atividade secundária e que não deve ser priorizada. O maior para as empresas, sob vários aspectos, dentre os quais: maior eficiência dos processos produtivos; redução dos gastos com energia; redução no custo final do produto; aumento de competitividade; redução do impacto ambiental. O gerenciamento de energia elétrica visa identificar, qual setor ou uso final possui uma participação percentual maior no consumo e na demanda da instalação, possibilitando a priorização de onde atuam. O aproveitamento da luz natural pode minimizar o tempo de utilização do sistema de iluminação artificial. (*) É professor.