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Opinião

Onda de horrores

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Indiscutíveis são as razões para as preocupações e para os protestos acerca da assustadora onda de assassinatos dos chamados ?moradores de rua? em Maceió. Com a contabilidade dos óbitos ultrapassando as três dezenas nesses 10 meses transcorridos de 2010 e considerando o número de moradores de rua em Maceió em cerca de 300, temos uma terrível estatística desse morticínio. Cobertas de razão as entidades e lideranças sociais alagoanas se mobilizam na cobrança de respostas esclarecedoras e resultados concretos nos inquéritos policiais sobre essa matança. Certa está a presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargadora Elisabeth Carvalho quando exige mais contundência por parte das autoridades responsáveis pela segurança pública em Alagoas, vaticinando que ?sem-teto, sem vida e sem providências? é a trilogia horrenda que caracteriza essa realidade. A sociedade alagoana precisa de resultados concretos, esclarecedores sobre esse quadro, e, principalmente, tal sequência de assassinatos tem de ser interrompida assim como os responsáveis precisam ser identificados e despachados às barras dos tribunais. E o mais preocupante, além da ausência de informações sobre as motivações e responsabilidades nesta realidade tenebrosa, é que a espiral de crimes de morte parece ficar mais terrível a cada momento, alcançando outras faixas sociais. Ontem, até o fechamento deste comentário, o IML havia registrado seis homicídios em 12 horas. Uma porcentagem de óbitos típica de áreas em guerra! É indispensável interromper essa escalada fatal. A banalização do assassinato é o maior dos crimes que pode ser permitido contra uma comunidade. Seja de moradores de rua, seja de viventes de quaisquer outras faixas sociais, é necessário cortar pela raiz essa proliferação de homicídios. Alagoas não merece essa ignomínia.

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