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Opinião

Casamento na Pol�nia

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A noiva Lilás cheia de charme telefona ? ?tio se você não vier eu não caso!?. Pouco antes do início da campanha eleitoral tomei um avião da Noar, de Maceió para Recife. À noitinha embarquei Tap Portugal. Em Lisboa saí correndo no aeroporto para alcançar o Lufthansa em direção à Frankfurt, Alemanha, daí em outro vôo para Berlim. De Haupt Bahnhof, (estação central) de trem para Posnán, antiga capital da Polônia, para assistir ao casamento da bela sobrinha Lilás com o jovem diplomata polonês Szymon Mikalojezak. O casamento civil se deu na Embaixada da Polônia em Paris, onde ele trabalha. Os pais, católicos fervorosos, fizeram questão que as núpcias religiosas fossem celebradas em Gatowy, romântica cidadezinha de poucos habitantes, onde todos se conhecem e o pároco local almoça aos domingos na bela casa dos pais do noivo. Em Gatowy, Polônia, numa tarde ensolarada de agosto, Lilás surgiu deslumbrante na Igreja de Santo Cassimiro, uma relíquia do século 17, restaurada para a ocasião, cenário perfeito para a cerimônia, co-celebrada por padres poloneses e franceses. Lilás, (seu irmão Paulo e sua mãe moram há dez anos em Paris, trabalham na EuroDisney e detém cidadania francesa,) ostentava vestido com longo véu que dava um ar de romantismo e leveza. O coral magnífico e os solos de clarinete completavam o quadro romântico. Na qualidade de tio da noiva, fui convidado a ir ao púlpito para ler trecho do evangelho, simultaneamente traduzido para o polonês e o francês. Dentre os convidados russos, argelinos, americanos, egípcios, poloneses e franceses, um grupo de brasileiros amigos dos pais dos noivos, Soraya e Leonardo, da avó Rosália e de Ja Cek e Ja Goda Mikalojezak, os pais poloneses. Terminada a cerimônia, nos dirigimos por estradinha sombreada por grandes árvores, ao histórico Palacyk Pod Lipam. Os noivos ao descer da bela limousine foram saudados nos jardins do palácio com champanhe e bolo, como é da tradição local. No salão principal foi servido elegante jantar. Orquestra animada tocava melodias polonesas e brasileiras. Dançamos até o sol raiar! Voltei no mesmo dia. Numa verdadeira maratona de voos valeu à pena tomar oito aviões e dois trens (ida e volta) para festejar uma tarde noite inesquecível numa aldeia européia com tanta história, tradição, envolvidas por emoção e alegria! (*) É promotor de Justiça aposentado, ex-deputado e ex-governador do Estado de Roraima.

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