Opinião
�ncora do atraso
Desgraçadamente, vai se confirmando a sina alagoana de perder grandes oportunidades de desenvolvimento. A negativa do Ibama em chancelar a licença ambiental para que o Estaleiro Eisa pudesse participar da recente concorrência da Petrobras é uma poderosa ducha de água gelada no sonho progressista de Alagoas. Sonho que teimosamente converte-se em pesadelo verdadeiro, transformando em miragens o que noutros Estados, em idênticas ou até inferiores condições, convertem-se em realidade. O que é sólido acolá aqui dissolve-se no ar. Projetado para instalar-se no litoral de Coruripe, o empreendimento segue sendo duramente bombardeado pelos mesmos canhões que silenciam frente a projetos semelhantes em litorais como o alagoano. E para a cobiçada concorrência realizada nesta semana pela Petrobras, dos principais concorrentes, apenas Alagoas foi defenestrada. Os governos dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, supostamente ameaçados pelo mesmo torpedeiro, ameaçaram com medidas judiciais, acionaram suas bancadas e lograram escapar dos petardos. Alagoas não teve a mesma sorte, ou não teve nosso governo a mesma atitude, de partir para a boa briga, dos cariocas e capixabas. Seja quais forem as justificativas, explicações e perorações, o fato é que Alagoas, pelo menos nesta semana, foi discriminada e teve mais uma chance atirada à lata do lixo. E agora, soçobrou de vez o estaleiro em Coruripe? Não. Outras oportunidades advirão, mas o comportamento frente a esta questão deve mudar radicalmente, seja por parte do governo, seja por parte das entidades civis e empresariais alagoanas. Reagir é necessário. Impedir que mais este sonho seja naufragado é uma tarefa cidadã, extensiva a todas as forças políticas e sociais alagoanas.