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Engenho Ma�ay� – tradi��o nunca comprovada

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A capital alagoana, assim como seu nome tem origem num sítio existente à altura da Praça Pedro 2º. A tradição atribui a existência de um engenho homônimo cujos alicerces foram cobertos pela construção do prédio da Assembleia Legislativa. O imbróglio histórico tem como base o registro de transferência da propriedade de Manoel Antônio Duro para Apolinário Fernandes Padilha, em 1708. Esta passagem é bastante interessante, porém um tanto complicada para se compreender. É que esse Apolinário é casado com D. Beatriz Ferreira, cujo sobrenome é igual ao do padre Antônio Ferreira da Costa, que aparece numa escritura de doação de uma propriedade, de nome sítio Maçayó, datada de 1787, a seu afilhado Bento Ferreira da Costa, onde consta a existência de uma capela. Esta capela seria a primitiva capela de S. Gonçalo, que fazia parte do Engenho. Sobre este engenho, Craveiro Costa reproduz o texto original de Claudino Jaime ? Memória sobre a Matriz de Maceió: Convém aqui notar que essa capela de S. Gonçalo, segundo tradições, dizia-se ter pertencido ao proprietário do engenho de fabricar açúcar, que aqui houve antigamente, engenho assentado, mais ou menos, no lugar onde existe o palacete da Assembleia Provincial, sendo uma das provas da existência desse engenho ter-se verificado distintamente a boca da fornalha do mesmo, ao descambar da ladeira, nessa mesma direção do palacete, ao tempo que se estava edificando; lugar presentemente aterrado e que ficou dentro do muro que circunda a área e jardim do dito palacete. A capela primitiva dedicada a São Gonçalo muda de patrono, passa a ser Nossa Senhora dos Prazeres e é Apolinário Fernandes Padilha que constitui o seu patrimônio em 1762, doando-lhe terrenos de sua propriedade. A mesma propriedade que em 1787 vai para as mãos de Bento Ferreira da Costa, pela doação do padre. A esta altura, o engenho, de fogo morto, não existia mais, por isso ninguém o menciona. Razão pela qual seu proprietário seja um mistério. Era um engenho de açúcar, na propriedade chamada ?Sítio Maçayó?. A antiga capela de São Gonçalo, sem dúvida fazia parte da propriedade, como se vê na maioria dos engenhos, com a função específica, tão bem descrita no livro ?Cultura e Opulência do Brasil? ? André João Antonil ? publicado em 1711 em Lisboa. No capítulo 4 o autor documenta: o primeiro, que se hade escolher com cicunspecção, & informação secreta do seu procedimento, & saber, he o capelão, a quem se hade encomendar o ensino de tudo(...). Não há como contestar a prioridade religiosa na propriedade do período colonial. No entanto a comprovação do marco de fundação foi negligenciada mantendo-se até hoje a tradição e não a história. (*) É escritor.

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