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Urg�ncia em promover a fam�lia

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Os dados do IBGE indicam um gradativo envelhecimento da população brasileira, não ainda nos níveis preocupantes dos países desenvolvidos, especialmente a Europa, que já apresenta graves implicações no setor previdenciário. O governo francês, por exemplo, teve que tomar medidas impopulares recentemente, tendo em vista a necessidade de ajustes para evitar uma desordem social maior. O fato é que com a inversão da pirâmide populacional (com mais idosos e menos jovens), fica comprometido o sistema do bem-estar social, pois não haverá mão de obra produtiva capaz de sustentar aqueles que já contribuíram com a Previdência. Com isso, também vemos ruir cada vez mais a família como estrutura natural, pois com menos filhos, a tendência é se acentuar o individualismo. Muitos serão pressionados a não se casar, pois só será possível levar uma vida com o mínimo de qualidade, na condição de solteiro. Os custos para a manutenção de uma família vão se elevando e, em muitos casos, tornando inviável sustentar o núcleo básico familiar. Nesse sentido, é necessário dar apoio a políticas de proteção da família ? como vem pedindo o Papa no mundo todo, em quase todos os seus pronunciamentos, pois ela é, sem dúvida, a base da sociedade. Promover efetivamente a família é garantir a paz social, pois uma das causas da violência em nossos dias é a deterioração crescente do tecido familiar em nossa vida social. Muitos são os fatores que agem hoje para desestabilizar a família. O estímulo à sexualidade precoce e irresponsável é também um desses fatores. Pois o que vemos são meninos e meninas na pré-adolescência, em decorrência da influência de um forte hedonismo divulgado nos diversos meios de comunicação, que acham natural dissociar o prazer do compromisso, colocando o prazer inclusive acima do dever. Como consequência, meninas engravidam muito cedo, sem a menor estrutura para constituir uma família, acabam sendo abandonadas, e muitas delas recorrem ao aborto por conta disso. É dessa forma que vemos muitas famílias serem destruídas muito antes ainda de terem se consolidado, naquele relacionamento afetivo-racional que deve perdurar como uma vida que se constrói em conjunto,com deveres e responsabilidades. Esperamos que haja uma reforma política no próximo governo, capaz de promover a família, como meio imprescindível para o verdadeiro desenvolvimento social. (*) É diretor da Universidade Corporativa Anhanguera.

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