Opinião
Guerra carioca?
Vive o Rio de Janeiro um clima de guerra urbana. Para usar uma palavra da moda, um quê de ?insurgência? emana das ousadas ações do crime organizado, que, finalmente, parece estar sendo combatido à altura. Premente se faz a desmistificação de qualquer tentativa de glamorizar, ou ideologizar, o banditismo que tenta dar as cartas no Rio (e na maioria das principais cidades brasileiras. É um desserviço à cidadania quaisquer tentativas de considerar os integrantes dessas quadrilhas como ?vítimas sociais?, que assim agem ?por não terem outras opções?. Tal conceituação é um engodo perigoso. Embuste fatal, que finda por justificar os mais hediondos crimes praticados por essa súcia que, cada dia, cresce e se enraíza nos centros urbanos brasileiros. Os bandidos que aterrorizam o Rio de Janeiro não passam de bandidos. E como tal devem ser enfrentados pela polícia. Toda leniência com quem quer que integre essas quadrilhas é um crime contra o povo brasileiro. Ninguém deve olvidar que nosso povo é composto em sua maioria por pessoas pobres ou remediadas que, malgrado todas as dificuldades materiais, essa maioria jamais caiu no canto de sereia do crime organizado. É intolerável a realidade de uma cidade, qualquer que seja ela, viver o que o Rio de Janeiro está (até hoje) vivendo nas mãos da bandidagem. A questão social não pode ser erguida como uma barreira contra a ação policial. Inclusão social não pode ser confundida com impunidade. As forças policiais brasileiras devem, respaldadas na lei, mergulharem ainda mais fundo no combate ao crime organizado. O enfrentamento carioca deve servir de exemplo para todo Brasil. Vive o Rio de Janeiro uma guerra contra bandidos perigosos e altamente organizados. A guerra carioca contra o banditismo é uma guerra de todo povo brasileiro.