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Preven��o b�sica

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Assustadora é a recorrência do aumento dos casos de dengue no Estado e ainda mais assustador é a aparente desatenção dos órgãos responsáveis para com esta realidade dramática. Ao fechar cinco unidades de plantão voltadas para atendimento de casos de dengue em Maceió, as autoridades municipais de saúde reforçaram o temor público sobre a correção dos métodos de combate à doença. Segundo as autoridades municipais, esta desativação estaria respaldada em pesquisas que atestariam o declínio no número de casos registrados em Maceió a partir do mês de agosto deste ano. Mas o fato de que a dengue levou sete pessoas ao óbito na capital alagoana neste ano fornece razões indiscutíveis para que, independente dos números recolhidos pelos especialistas, a população tema efeitos danosos decorrentes do fechamento dessas unidades de atendimento. As pesquisas indicam também que o número dos focos de infestação do mosquito Aedes Aegypti cresceu 815%, considerando-se os levantamentos realizados no ano passado. Não há como não se alarmar com isso. É público e notório que, especialmente nos casos de preservação da saúde, a prevenção é o fundamental. Remediar sempre pode ser considerado um revés, posto a primeira e mais eficiente barreira já ter sido vencida pelos agentes das doenças. Retomar, em grande escala, a política preventiva é algo essencial para o sucesso no combate à incidência da dengue. Com todas as fases e caminhos que conduzem essa moléstia até o ser humano, conhecidos desde há muitas décadas, não existem desculpas para falhas na construção de uma rede de proteção à saúde popular. E essa teia de defesa será tecida, sempre, com mais eficiência, se o caminho mais simples (o combate ao mosquito transmissor) for o escolhido.

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