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Opinião

Um m�s de reflex�o

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Por diversos momentos nestes dias me ocorreram recordações, onde cenas distantes, outras mais recentes, me conduzem a um sentimento de fraternal solidariedade. Nas imagens, algo em comum: lembranças de encontros e reuniões natalinas. Observei o cenário ao redor para analisar se havia enfeites ou alguma publicidade típica da época e diviso, embora modestamente, iluminações coloridas que caracterizam a época. Fiquei a pensar no ?espírito natalino? de quem tanto ouvimos falar nas fábulas e mensagens deste período festivo. Dizem que só as crianças são capazes de captar energias tão sutis como esta. Por isso mesmo, senti-me feliz por recordar que este sentimento é real e independe dos interesses mercadológicos por trás dele. Há um movimento inusitado neste período. Sabemos que, em geral, o mês de dezembro tem diversas representações. Para uns é um momento de festas e presentes. Para outros, significa renovação e oportunidade de um novo começo. E, para alguns, é a reafirmação do amor verdadeiro ensinado por Cristo. Porém, com tantas visões distintas é possível encontrar um pensamento comum: o desejo de dias melhores para toda a humanidade. Os encontros, festas e presentes natalinos são símbolos deste poderoso momento humano. Não poderiam faltar as árvores recheadas de presentes a seus pés, a mesa montada com requintes especiais, as crianças a espera do Papai Noel em que acreditam até certa idade. Porém não podemos permitir que o celebre nascimento do Salvador seja substituído por um momento fugaz, pois assim estaríamos corrompendo o seu verdadeiro significado. O ?espírito natalino? renova nossas energias no amor divino, renovação da esperança e da compaixão pelo próximo. Nesses momentos temos a oportunidade de doar aos nossos irmãos a maior riqueza que possuímos: além de apoio à sobrevivência através de doações, mensagens de fé, de alegria e de paz. Seja por um olhar fraterno, uma palavra amiga, um sorriso ou um simples gesto de amizade. Amar ao próximo do mandamento cristão. Independentemente da forma ou lugar que a emanamos, o importante é nos permitir ser um ponto emissor e que seja recebido pelo outro. Comemoremos dezembro vivendo o seu real significado. E procuremos, assim, transformar cada dia de nossas vidas em um dia de dezembro, onde o amor enche nossas casas, onde a caridade germina em nossos corações e em que os ensinamentos cristãos são vividos e praticados. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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