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A alegria crist�

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No ultimo domingo, 12 de dezembro, em ritmo de preparação ao Santo Natal, celebramos o terceiro domingo do tempo do Advento, também denominado ?Domingo da Alegria?. Recebe este nome porque o versículo introdutório da missa desse domingo, no missal romano, é retirado da Carta de São Paulo aos Filipenses, que diz: ?Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos (cf. Fl 4,4). A alegria é um dos distintivos do cristão. Mas aqui é preciso entender o significado desta afirmação. Não se trata de uma alegria boba, de cunho puramente sentimental, tão comum entre determinados segmentos cristãos. Pois, se assim fosse, seria um paradoxo: a dureza da vida, sua contradições de um lado; e, do outro, um bando de gente afirmando que devemos ser alegres, que tudo vale a pena. Baseada na recomendação do Apóstolo, a alegria cristã tem outro viés. Ela nasce da certeza do encontro com alguém que já veio à nossa procura: Jesus. A palavra eterna de Deus, a lógica pela qual foram feitas todas as coisas, manifestou-se na nossa carne, ensinando-nos o caminho para chegar à santidade, à vida em Deus (é isto que celebramos no Natal). Essa mesma lógica também virá uma segunda vez para levar à plenitude a sua obra. E entre a primeira e a segunda vinda, esse Jesus continua vindo ao encontro de cada cristão e de cada homem e mulher de boa vontade. Vem ao nosso encontro na sua palavra, encontrada na Bíblia Sagrada, vem ao nosso encontro em cada sacramento, sobretudo na eucaristia, vem ao nosso encontro em cada pessoa que sofre, em cada pessoa a qual somos chamados a amar. Eis a razão da alegria cristã. Ao contrário do que muitos pregam, o cristianismo não aliena o ser humano, ou mesmo serve como um paliativo em meio às agruras desse mundo. Nada mais realista do que ser cristão. O cristão sabe e experimenta que o mundo sofre e se angustia. A violência, a promiscuidade, a corrupção na esfera política, as drogas são uma ameaça à paz, ao progresso, à vida digna. E cônscio da realidade, o cristão segue em frente imbuído pela certeza de que nada disso foge ao conhecimento e a autoridade daquele que já veio a esse mundo, virá uma segunda vez, e continua vindo a cada dia. A alegria cristã é a convicção de que há uma lógica para o aparente caos que ameaça a nossa história pessoal e coletiva. Há um rumo para a humanidade: o verbo divino que se fez homem. Vivamos na alegria cristã, e nela caminhemos rumo ao Natal e ao novo ano civil que se aproxima. Somente no Senhor vale a pena viver os dias nesse mundo. (*) É seminarista e psicólogo, [email protected]).

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