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Opinião

Brinquedos assassinos

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Numa primeira ação de fiscalização de maior intensidade, desencadeada pelo Instituto de Metrologia, foram apreendidos em Alagoas 114 mil brinquedos. Apropriadamente, a operação do Inmeq focou a natural explosão da oferta de brinquedos durante o período natalino, visto ser este o pedido mais frequentemente feito aos Papais Noéis. Nesse frisson de presentear as crianças, o mercado é inundado por produtos de qualidade inferior e muito aumentam os riscos de aquisição de produtos imperfeitos, o que na maioria dos casos significa um maior perigo para as crianças em função de peças defeituosas, partes pequenas que podem ser engolidas, objetos cortantes, etc. Neste momento fundem-se as áreas de cuidados do Código do Consumidor e a legislação de defesa da criança e do adolescente na observação rigorosa das normas técnicas exigidas para esses produtos. Mas não basta elogiar a ação do Instituto de Metrologia alagoano. É necessário que cada cidadão também cumpra seu papel de consumidor consciente. Faz-se indispensável que cada comprador de brinquedos exija a existência, o selo de segurança conferido pelo Inmetro, e que deve estar presente em todos os produtos, até nos vendidos em camelôs. Com o aumento da produção em escala não é difícil encontrar produtos baratos e seguros para todas as faixas etárias, gostos e bolsos. Querer esticar a corda da máxima economia em detrimento da segurança, adquirindo produtos desprovidos dos selos do Inmetro é arriscar a vida das crianças. Em boa hora, prevendo a muquiranice de uns e a esperteza aética de outros, os órgãos técnicos estão indo às ruas, conferindo o que está sendo posto à venda. A saúde e a vida das crianças não é brinquedo, é pura responsabilidade cidadã. O rigor na fiscalização é um grande presente de Papai Noel para todos.

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