loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Reage, Alagoas

Ouvir
Compartilhar

Causou-nos imensa revolta a má vontade do Ibama nacional, ao lermos a entrevista corajosa do ilustre e brilhante secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, dr. Luiz Otávio Gomes, publicada terça-feira última, pela qual se observa que a nossa Alagoas está sendo discriminada pelo citado Ibama, no sentido de aprovar o licenciamento para instalar o Estaleiro Eisa no Pontal de Coruripe. No nosso Estado, encravado na região nordestina, tendo em vista a exuberância de suas terras, ?em se plantando tudo dá?. Seu subsolo é rico em minérios, gás, salgema, ? aí está a Braskem ? produtor brasileiro de açúcar e etanol, com produção grandiosa de coco e cereais, considerada, pois, uma das unidades mais ricas do Nordeste brasileiro, chamada até de ?filé do Nordeste?. É, ainda, Alagoas, berço de vultos históricos na área civil e militar, conhecidos e admirados nacional e internacionalmente pela sua bravura, ação decisiva e intelectualidade. Por isso, não podemos assistir estáticos, parados, surdos e mudos, sem reagir e sem lutar contra todo aquele não alagoano que venha ferir os nossos brios, tentando impedir, solapar, prejudicar o progresso da nossa terra. Segundo o sr. Secretário de Desenvolvimento, em sua entrevista, asseverou que o estaleiro de Pernambuco não teve problema para a licença. Pergunta-se: Estamos no Brasil ou Brasis? Silvio Romero, crítico sergipano, em sua História da Literatura, explica porque a diferença do progresso material entre o Norte-Nordeste é um fato incontestável, observado por qualquer observador técnico ou mesmo leigo. Calcule leitor, que progresso fabuloso virá para o nosso Estado, a construção desse estaleiro. Temos atualmente um crescimento no setor de indústria e comércio, mas necessitando de maior apoio em face de uma época da Internet, da globalização, com a moeda unitária no consórcio dos continentes, dividindo o mundo do futuro em Países produtores e nações consumidoras. Alagoas não pode fugir da hora atual. Neste momento é chegada a hora da união em torno do nosso Estado, por meio de seus poderes constituídos ? Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como Câmaras Municipais ? e a sociedade como um todo, para, num necessário, produtivo e real movimento cívico restaurar o nome de Alagoas, lutando bravamente para que uma vez por todas, tenhamos construído o estaleiro na cidade de Coruripe. (*) É procurador de Estado, aposentado, e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

Relacionadas