Opinião
Perdidos na noite
Madrugada de Natal: quem se aventurou (foram muitos) para acessar a Avenida Fernandes Lima pôde comprovar na pele os riscos, a temeridade, do ajuste dos semáforos no amarelo intermitente. Até o natalino sol raiar as avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima mantiveram o fluxo intenso, produto do vai e vem entre as muitas comemorações iniciadas na véspera da data na qual se comemora o nascimento de Cristo. Sob intenso tráfego nas citadas artérias, padecia como sob Pôncio Pilatos todos que almejavam acessar, de uma das vias vicinais, a Durval de Góes Monteiro e a Fernandes Lima. Os retornos engarrafaram e as tensões subiram ao insuportável, pois eram raras as chances de algum veículo conseguir um intervalo seguro na veloz fila indiana que se espalhava pelas duas artérias principais. Nervosos, os motoristas que não tinham chance na intermitência do amarelo, arriscavam meter-se de qualquer forma na fileira dos que transitavam (velozes) na avenida. Freios estridentes, imprecações, palavrões berrados pelas janelas. Felizmente, pela graça Divina, acidentes sérios não foram registrados ? mas os riscos se estenderam durante toda noite. Riscos que, provavelmente, se repetirão na virada de ano. Os dirigentes do trânsito municipal seguem crentes que esse tipo de ajuste dos semáforos, justamente nas principais vias de nossa cidade, traz alguma contribuição positiva. Certamente essas autoridades não tem tido a oportunidade de, vindo de uma das transversais, tentar acessar ou cruzar uma dessas duas avenidas, principalmente a Fernandes Lima, durante a intermitência amarela. Infelizmente, quando acontece algum acidente grave, as árvores (única coisa bela nessas avenidas) terminam sendo as culpadas. Infelizmente, o perigo amarelo da madrugada, nas avenidas, tende a ser preservado.