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Integra��o de culturas

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Temos assistido a vários processos de fusões e aquisições no segmento de serviços, tanto entre bancos, quanto no varejo, nos últimos anos. Com a tendência de que estes processos sejam ainda mais frequentes, a questão de como preservar um insumo tão relevante para o funcionamento destes setores, o capital humano, torna-se essencial para o sucesso destas ?novas? organizações. Mas a grande questão é saber como lidar com as diferenças de cultura organizacional que as equipes trazem internalizadas na sua forma de pensar, de trabalhar e de se relacionar com seus pares, superiores e, mais importante ainda, com os clientes. Até chegar ao ponto de integração, é comum que os clientes se questionem se valerá a pena continuar usando os serviços da empresa. A solução não é simples, pois requer planejamento, abertura e sensibilidade dos gestores e uso de ferramentas certeiras e customizadas. Uma delas é a pesquisa. Pesquisar o ambiente interno numa empresa impõe vários desafios. Os colaboradores sabem que haverá mudanças e que as posições executivas, gerenciais e até as operacionais sofrerão alterações. Para evitar qualquer tipo de desconforto, há recursos de coleta de dados e de análise que captam o que os colaboradores pensam e sentem a partir do que está aparente, mas que revelam o que está num nível menos evidente. Além disto, permitem desvendar o que está oculto no que os colaboradores nem mesmo aparentam. Temos sempre de partir do contexto do país, da região onde a empresa atua. É diferente um processo de fusão entre duas empresas de uma mesma região brasileira e entre duas outras, uma do Sudeste, outra do Nordeste. A história de cada organização e até mesmo as particularidades culturais são fatores muito relevantes. Alguns elementos são essenciais para que um processo destes não se fragilize. Este é um processo que, idealmente, não poderia ser ?terceirizado?. Mas também não pode ser feito pelos próprios colaboradores, que estão ?contaminados? pela sua própria visão e pelos seus próprios receios. Como resolver este impasse? Pesquisas entre os colaboradores devem ser feitas por profissionais especializados e externos. Os antropólogos têm a formação mais completa para conduzir processos como estes, pelo seu conhecimento das dinâmicas de culturas. Mas mesmo estes precisam contar com autêntico envolvimento dos gestores, afinal, nada melhor do que uma equipe multidisciplinar afiada para conquistar os melhores resultados, em qualquer cenário. (*) É antropóloga.

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