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Opinião

Preservando o futuro

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Sempre é tempo de mudar atitudes, buscando encontrar os caminhos mais apropriados para abordagens sustentáveis e duradouras em termos dos bens coletivos. Mas nem sempre as mudanças vêm a tempo de salvar da destruição determinadas realidades mais frágeis, como ecossistemas e/ou ambiências culturais. Alagoas já muito perdeu, definitivamente, de seus tesouros ecológicos e artísticos/culturais. Mas muito mais temos a preservar, especialmente porque segue forte o perigo de novas e continuadas perdas. Felizmente, ampliam-se os bons exemplos de rigor na fiscalização e da definição de normas para a utilização dos nichos de beleza natural e dos bens históricos e culturais. Um desses casos de atitudes inovadoras e corajosas é a normatização para o acesso às piscinas naturais no Litoral Norte alagoano, mais precisamente as localizadas em Maragogi. Numa parceria entre prefeitura e Capitania dos Portos, com o apoio do empresariado consciente do valor da preservação da natureza, foram definidas, e estão sendo cumpridas, normas para acesso e permanência nas piscinas naturais de Barra Grande e Taoca. Mas como toda moeda tem duas faces, infelizmente a cara da irresponsabilidade ecológica e social se faz presente. Por desinformação ou má intenção, vários ?empreendedores? contestam as medidas de controle e insistem no desregramento. Visando apenas o lucro, não conseguem enxergar que o futuro de seus próprios negócios está ameaçado pela exploração predatória que tentam impingir a esses nichos de beleza visual e diversidade ambiental. Os poderes públicos merecem todo apoio em seu esforço preservacionista. Atitudes como o ordenamento da exploração sustentável das piscinas naturais de Maragogi merecem todo apoio. Que tal exemplo se multiplique!

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