Opinião
A dor da perda e o oportunismo de alguns
Anualmente acompanhamos as tragédias que assola as mais diversas localidades. Na metade do ano passado Alagoas e Pernambuco sofreram uma catástrofe e o Brasil se voltou para os dois Estados e passou a ajudar de diversas formas e através de algumas campanhas que foram realizadas para ?amenizar? o sofrimento de muitos. No final de 2009 e início de 2010, o Sudeste também sofreu com os impactos da natureza e principalmente com as inconsequências que o próprio homem provoca, causando o que é chamado de ação e reação, para toda uma ação humana a natureza tem sua reação para com o mesmo. Mas diante desta realidade existem ?muitos? que se aproveitam do sofrimento humano e tentam tirar vantagem e se beneficiar nas custas e nas dores de um todo, se utilizando dos recursos federais e desviando, até as doações ? temos um exemplo de um caso de alguns oficiais do Corpo de Bombeiros que estavam desviando donativos que seriam destinados as vítimas. E outra vez presenciamos a mídia dando enfoque a casos e mais casos. E infelizmente com o passar do tempo tudo cai no vão do esquecimento e vai ficando tudo por isso mesmo, quando não os processos rolam na Justiça e por este detalhe demanda tempo a serem julgados e até mesmo para que sejam apontados os verdadeiros culpados. E algumas inquietações nos são pertinentes ao longo deste assunto, quais foram as medidas tomadas para que estes Estados que anualmente estampa as páginas dos jornais, não venham a sofrer novamente? Quais são as políticas públicas que são investidas em infraestrutura nestas localidades? Quem são os culpados por isso? Os habitantes, a população ou o poder público? Acredito que ambos, pois enquanto um mesmo povo que sofre também tem sua parcela de culpa diante destas tragédias naturais, não quero dizer que sejam castigados, mas que provocam poluindo o meio ambiente e principalmente enquanto cidadão permite que de fato alguns representantes não exerçam o seu papel e permaneçam aonde está. E culpados também são aqueles do poder público que em muitos dos casos são omissos e faz vista grossa diante da realidade se utilizando apenas da maquina pública para se beneficiarem e tirarem vantagem da situação. Pois a verdadeira tragédia ocorre bienalmente, quando no papel de agentes modificadores da sociedade não fazemos e colocamos as pessoas certas e sim apenas aqueles que pensam em si e enquanto isso anualmente iremos acompanhar casos e mais casos da fúria da natureza e modificações básicas que o poder publico poderia fazer para amenizar o sofrimento estará sempre muito longe do fim. E novamente nesta época ecoa em nosso subconsciente a música ?o Sertão vai virar mar, dá no coração, o medo que o mar também vire Sertão?. (*) É estudante de Jornalismo.